Manuel Almeida / Lusa
O primeiro-ministro sublinhou esta segunda-feira que os autarcas são os “primeiros responsáveis pela proteção civil em cada concelho”, ao responder a críticas como a do vice-presidente da Câmara de Vila de Rei.
“Eu não faço comentário enquanto os incêndios e as operações estão a decorrer e, sobretudo, não digo aos que são os primeiros responsáveis pela proteção civil em cada concelho, que são os autarcas, o que é que devem fazer para prevenir, através da boa gestão do seu território, os riscos de incêndio”, disse o primeiro-ministro aos jornalistas.
Costa inaugurou cinco unidades de saúde nos concelhos de Sintra e Amadora, no distrito de Lisboa. À margem, o governante foi questionado sobre o incêndio que deflagrou no sábado em Vila Rei e alastrou ao concelho vizinho de Mação, mas também sobre as críticas dos autarcas da zona, o vice-presidente da Câmara Municipal de Vila de Rei, Paulo César, que disse esta segunda-feira que este concelho “está farto” de enfrentar chamas ano após ano e garantiu que o “Estado voltou a falhar” na prevenção do incêndio.
“O concelho está farto, como diz o nosso presidente da Câmara [Ricardo Aires]. Está farto destes sucessivos incêndios com origem criminosa e está farto de ver o Estado voltar a falhar às populações”, referiu, em declarações à agência Lusa.
O chefe do executivo referiu que “o Governo tem estado, desde a primeira hora, a acompanhar a situação desde sábado”, tanto ele próprio como o ministro da Administração Interna, o secretário de Estado da Proteção Civil, ou “as instituições do Estado sob a liderança da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil”.
“Neste momento, é um momento deixar os profissionais fazerem o seu trabalho, com a grande dedicação com que estão a fazer, darem tudo por tudo para protegerem as pessoas, para salvarem os bens das pessoas, para protegerem a nossa floresta e, no final, falaremos”, advogou.
António Costa disse ter “uma grande confiança em todos os profissionais e voluntários que estão a trabalhar”, sejam bombeiros voluntários, sejam os bombeiros da força especial de bombeiros, militares da Guarda Nacional Republicana ou das Forças Armadas. “Todos estão a dar o seu melhor para que esta situação se possa controlar o mais rapidamente possível”.
O primeiro-ministro assinalou também que “durante a manhã [o fogo] esteve praticamente dominado”, mas “infelizmente as condições atmosféricas não permitiram uma consolidação atempada da situação”. “Mas vamos deixá-los trabalhar, acho que é isso que é necessário”, sublinhou.
É de “mau tom” fazer críticas com o fogo ainda ativo
Também o líder do PSD, Rui Rio, considerou esta segunda-feira que é de “mau tom” fazer críticas e avaliar responsabilidades quando os incêndios ainda estão a ser combatidos.
Questionado pelos jornalistas sobre o incêndio que deflagrou em Vila de Rei, Rio salientou que esta “não é a altura” para se estarem a fazer críticas ou a apurar responsabilidades, considerando de “mau tom” que isso aconteça enquanto o fogo está a ser combatido.
“Quando estão os incêndios a decorrer e em que todos nós devemos ajudar a que se apague o incêndio não é o momento de se estar a fazer visitas. Fui criticado por isso [por não fazer visitas] e hoje mesmo aqueles que fizeram visitas agora já não fazem porque percebem que não devem ser feitas”, acrescentou o líder do PSD, que falava aos jornalistas durante uma reunião preparatória da campanha social-democrata para as legislativas de outubro, que decorre em Condeixa-a-Nova, distrito de Coimbra.
Nesta altura, defendeu, todas as pessoas devem estar solidárias “com todos os que estão a combater os incêndios, a começar pelos bombeiros e depois, naturalmente, as próprias vítimas”. Para Rui Rio, enquanto o combate decorre não se deve “criar qualquer perturbação, antes pelo contrário”.
“Depois de tudo terminado, aí sim devemos tirar conclusões, ver que erros possam ter havido para que sejam corrigidos e apontar, naturalmente, os responsáveis”, disse.
Quanto ao fogo que deflagrou no sábado, o Comandante Operacional de Agrupamento Distrital do Centro Sul (CADIS), Luís Belo Costa, informou esta terça-feira que o incêndio em Mação e Vila de Rei está 90% em fase de resolução.
No balanço da manhã desta terça-feira, a Proteção Civil dá conta de uma situação “consideravelmente mais favorável” no que diz respeito aos incêndios em Mação e Vila de Rei, com “90% do incêndio em resolução e uma grande percentagem deste já em consolidação”.
[sc name=”assina” by=”ZAP” source=”Lusa” ]
Ele nunca é culpado, para ele são as Câmaras, os donos dos pinhais ( por isso no inverno não deixei nenhum pinheiro de pé), se há filas nos serviços público a culpa é das pessoas, se não há consultas a culpa é do...ca ra xxo. Dele nunca é.
Os fogos a culpa é dum raio (que o parta), quando todo o mundo sabe que 40% são efectuados por pseudo bombeiros, 50% por criminosos organizados e com técnicas avançadas.
Agora é que ele e o martelinho podia ir para os pinhais fazer o que andaram a fazer só para povo idiota digerir no inverno.
Entretanto os incendiários estão em frente da TV a terem orgasmos só de verem os efeitos do fogo.