António Cotrim / Lusa

O primeiro-ministro, António Costa

As escutas telefónicas efectuadas no âmbito das investigações ao chamado caso da “máfia do sangue”, que envolve a Octapharma e suspeitas no negócio da venda de plasma humano, “apanharam” conversas do primeiro-ministro, mas sem relevância criminal.

A notícia é avançada, esta quinta-feira, pela revista Sábado que refere que a Polícia Judiciária interceptou 122 escutas telefónicas envolvendo António Costa. Circunstância que terá sido acidental.

Nestas conversas, o primeiro-ministro surgirá a falar com Manuel Pizarro, antigo secretário de Estado da Saúde e vereador do PS na Câmara Municipal do Porto, que é um dos elementos investigados no âmbito deste caso da “máfia do sangue”.

O primeiro-ministro não está directamente a ser investigado, nem as conversas revelarão qualquer dado comprometedor para António Costa, segundo a publicação.

No âmbito das escutas telefónicas, também é possível detectar uma jornalista da TVI a avisar um dos suspeitos do caso, Luís Cunha Ribeiro, o ex-presidente do INEM, de que estava sob investigação, avança a revista.

O ex-administrador da Octapharma, Paulo Lalanda e Castro, é outro dos arguidos do caso.

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