Mário Cruz / Lusa

O corte de 5% sobre o vencimento mensal bruto dos titulares de cargos políticos vai manter-se em 2020, avança o Expresso esta quarta-feira, dando conta que esta redução foi aplicada pela primeira vez por José Sócrates.

Em causa estão os salários do Presidente da República, do Presidente da Assembleia da República, do primeiro-ministro, bem como dos membros do Governo e dos deputados da Assembleia da República, detalha o semanário.

O primeiro-ministro, António Costa, e o líder do PSD, Rui Rio, já defenderam publicamente o fim deste corte, que reúne pouca popularidade entre a opinião pública. Ainda assim, a redução de 5% nos vencimentos vai continuar a vigorar em 2020.

“Tenho confiança de que ao longo da próxima legislatura esse último corte irá desaparecer. Acho que é importante para devolver normalidade ao quadro remuneratório também dos políticos”, disse o líder do Executivo socialista em entrevista ao Expresso no Verão passado, recordando que as que estão já concluídas as reposições para os restantes trabalhadores e pensionistas.

O líder social democrata partilha da mesma opinião. “Entendo que, uma vez que já acabaram com os cortes todos, só falta um, então deve-se acabar mesmo com os cortes todos. Não tenho dúvidas sobre isso. Pode ser muito impopular, mas é a minha convicção”, disse à época Rui Rio, em resposta a António Costa.

A proposta de Orçamento de Estado para 2020, que Mário Centeno apresentou esta terça-feira, não tem qualquer referência a este tema, o que significa que os cortes se mantêm.

Tal como escreve o Expresso, que ouviu fonte do Ministério das Finanças, a redução foi definida por lei e, a ser revertida, terá de ser também por lei. Resta saber se o Governo pretende ou não fazer a reposição num outro ano da legislatura.

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