Daniel Perez / EPA
Os pais de Julen, Jose Rosello e Vicky Garcia
Uma equipa de mineiros encontrou esta madrugada o corpo sem vida de Julen, o menino de dois anos que no passado dia 13 de janeiro caiu num poço na localidade de Ottalán, em Málaga, Espanha.
Segundo a Europa Press, que cita fontes do Governo, o corpo do menino Julen Jimenez foi encontrado sem vida pelos mineiros que conduziram a operação de resgate.
Os mineiros da equipa de resgate escavaram uma galeria horizontal com cerca de 4 metros para ligar o poço onde o menino caiu ao túnel vertical paralelo que foi escavado nos últimos dias.
Segundo o El País, após a notícia da recuperação do corpo sem vida do menino de dois anos, inúmeras pessoas acorreram à casa temporária onde se encontram instalados os pais de Julen, Victoria García e José Roselló — um gesto de solidariedade que se propagou também com homenagens nas redes sociais.
De acordo com a agência EFE, Julen foi encontrado morto pelas equipas de resgate ao início da madrugada, às 01h25 locais. A criança estava presa numa secção do túnel com 25 centímetros de diâmetro, a 107 metros de profundidade.
Antes do resgate, tinha sido necessário realizar uma micro-explosão, a quarta desde que teve início a construção do túnel paralelo, para abrir caminho através de uma rocha de grande dureza, um processo que atrasou ainda mais os trabalhos de resgate, quando o túnel estava já a apenas 55 cm do poço onde Julen tinha caído.
Uma vez recuperado o corpo, a equipa de resgate activou a Comissão Judicial que será encarregada de realizar a autópsia e determinar a causa da morte de Julen.
Na segunda-feira, a equipa de resgate tinha anunciado a finalização da perfuração vertical ao fim de 55 horas de trabalho. Segundo o El Español, que citava fontes oficiais, as “dificuldades surgiram depois dos 40 metros de profundidade”, uma vez que os tubos colocados no túnel escavado excedem o diâmetro.
Na quarta-feira, a operação de resgate do pequeno Julen sofreu um novo atraso, devido a um erro de cálculo, tendo obrigado a que o túnel criado para chegar ao menino tivesse que ser novamente perfurado.
As operações de resgate de Julen envolveram centenas de pessoas, dezenas de empresas, capital público e privado para executar um trabalho que levaria meses. O tribunal de Málaga anunciou a abertura de um inquérito para apurar as circunstâncias em que Julen Jimenez caiu do poço no dia 13 de janeiro.
[sc name=”assina” by=”ZAP” url=”https://www.europapress.es/andalucia/malaga-00356/noticia-hallan-julen-nino-dos-anos-cayo-pozo-totalan-hace-casi-13-dias-20190126023337.html” source=”Europa Press”]
Depois de uma queda daquelas, o que se esperava? O que me intriga a mim é a forma como certos "profissionais" assumem um trabalho caso de deixarem o buraco aberto, o que não deixa de ser também estranho é como o menino logo enfiou os dois pés no buraco.