O coronel Mário Ramos, que foi exonerado do cargo de director do Centro de Formação da GNR em Portalegre, após o caso dos formandos agredidos com socos e pontapés durante um curso de bastão extensível, acabou por ser promovido alguns dias depois.
O Jornal de Notícias (JN) avança que o coronel foi exonerado a 4 de Dezembro de 2018, tendo assumido a 21 do mesmo mês as funções de director da Direcção de Formação, do Comando da Doutrina e Formação (CDF).
Neste novo cargo, Mário Ramos é responsável pela Escola de Queluz, pelo Centro de Formação da Figueira da Foz e pelo Centro de Formação de Portalegre, segundo o mesmo diário.
Os relatos das agressões a formandos do Centro de Formação da GNR em Portalegre foram divulgados com vídeos que mostram o chamado “Red Man“, um instrutor com um fato de protecção, a agredir os instruendos que não têm qualquer artefacto protector, durante as sessões de um curso de bastão extensível.
Alguns dos formandos envolvidos, tiveram que ser hospitalizados e, nalguns casos, foi mesmo necessário realizar pequenas intervenções cirúrgicas.
A situação levou o ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, a ordenar à Inspecção Geral da Administração Interna que abrisse um inquérito. A Procuradoria-Geral da República também avançou com um inquérito criminal
.O coronel foi exonerado do cargo na sequência das notícias, mas acabou por não ser “penalizado”, como destaca ao JN o presidente da Associação dos Profissionais da Guarda (APG-GNR), César Nogueira, frisando que “pelo contrário”, ele “foi favorecido” com a nova nomeação.
“Se é essa a consequência do processo de averiguações é no mínimo caricato”, destaca César Nogueira, concluindo que “são dois pesos e duas medidas“.
O Comando Geral da GNR destaca que o coronel não é responsável pela formação da GNR, mas apenas “por um órgão que presta assessoria ao comandante do Comando de Doutrina e Formação, competindo a este último a tomada de decisão”.
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Pois, esta é a cultura que ainda se vai vendo e ensinando por muitos sítios deste nosso portugal: ser "forte" para os fracos, e fraco para os "fortes"...
Os casos não faltam, a começar pelas afamadas praxes das universidades, da marinha, do colégio militar, dos comandos, etc.
Parece que há muita frustração, incapacidade e pequenez. No meio disso, nada como bater em quem está vulnerável para fazer crescer o ego de um energúmeno...