(dv) KNS / KCNA

O líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un

A Coreia do Norte confirmou, esta sexta-feira, que fez o seu quinto teste nuclear, no dia em que o país celebra o 68.º aniversário, provocando um tremor de terra de magnitude 5,3 na escala de Richter.

“A detonação atómica foi bem-sucedida”, afirmou Ri Chun-hee, da televisão estatal KCTV, encarregada de divulgar os principais anúncios do regime.

O novo teste é uma “resposta aos Estados Unidos e aos inimigos que nos sancionaram e criticaram as nossas ações baseadas no direito à autodefesa. Vamos continuar a reforçar as nossas capacidades para impulsionar a nossa força nuclear“, disse a locutora.

O teste nuclear foi realizado na base de Punggye-ri, no nordeste do país, a mesma que foi usada nas detonações de 2006, 2009, 2013 e de janeiro deste ano.

As autoridades da Coreia do Sul dizem que este foi o mais potente de todos os testes já realizados pela Coreia do Norte e solicitam mais medidas de controlo contra o país vizinho.

“Acreditamos que a Coreia do Norte levou a cabo um teste nuclear hoje. A explosão deverá ter [sido causada por] cerca de 10 quilotoneladas – a mais forte até agora realizada pela Coreia do Norte”, referiu uma fonte não identificada do Ministério da Defesa sul-coreano.

Já a presidente sul-coreana, Park Geun-Hye, qualificou o quinto teste nuclear norte-coreano como um ato de autodestruição.

“Com este teste, o regime de Kim Jong-Un apenas vai atrair mais sanções e isolamento”, acrescentou.

Além da Coreia do Sul, também a França, os Estados Unidos, o Japão, e a China condenaram o teste nuclear realizado por Pyongyang, com o Presidente Barack Obama a advertir para “consequências graves”.

“O Presidente [Obama] disse que iria continuar a consultar os nossos aliados para garantir que as ações provocadoras da Coreia do Norte são respondidas com consequências graves”, disse o secretário de Estado Josh Earnest.

Segundo o DN, o primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, adiantou que este teste e os lançamentos de 21 mísseis que a Coreia do Norte realizou este ano não podem ser aceites “de maneira nenhuma”.

“Este teste é uma grave ameaça para a segurança do Japão numa altura em que Pyongyang está a aumentar a sua capacidade de desenvolvimento de armas nucleares”, explicou.

Não foi detetada qualquer fuga de material radioativo, mas o Ministério do Ambiente chinês continua a medir os níveis de radiação ao largo da fronteira com os norte-coreanos.

BZR, ZAP / Lusa