Kevin Van den Panhuyzen / Flickr

A polícia belga dispersou este domingo com canhões de água cerca de 500 pessoas que queriam participar num congresso antissemita em Bruxelas, proibido pelas autoridades, noticiou a agência France Presse.

Segundo a polícia, ninguém foi identificado ou detido e não houve feridos.

Após a intervenção da polícia, um dos organizadores do “congresso da dissidência”, o deputado de extrema-direita belga Laurent Louis, dirigiu-se à multidão para anunciar que a reunião tinha terminado e pedir que dispersassem.

“Estão a bater-nos, não quero que haja feridos. Ganhámos, mostrámos o nosso poder, mostrámos que a violência é da parte deles, não da nossa”, disse o deputado, recentemente envolvido em polémica por ter chamado pedófilo ao primeiro-ministro.

A reunião, organizada pelo movimento de Laurent Louis “Debout les Belges!

” (De pé, belgas) e por uma pequena livraria da capital, foi anunciada no final da semana, suscitando críticas de associações contra o racismo e o anti-semitismo.

Depois de conhecido o local da concentração, Anderlecht, o presidente do município, Erc Thomas, emitiu um despacho proibindo a reunião e qualquer manifestação a favor ou contra.

O polémico humorista francês Dieudonné e o ensaísta de extrema-direita Alain Soral figuravam na lista de oradores convidados..

ZAP/Lusa