Nos Estados Unidos, pode vir a ser autorizada uma alternativa ecológica e barata para funerais – transformar os restos humanos em fertilizante orgânico composto.

A compostagem é o processo pelo qual materiais orgânicos são decompostos e transformados em fertilizante para o solo. Nada impede a utilização de cadáveres humanos neste processo, contudo, enterrar restos humanos num jardim, por exemplo, é um princípio ilegal, uma vez que só pode ser lugar de sepultura aquilo que é oficialmente designado como tal.

Agora, segundo o Expresso, está uma lei em discussão no estado norte-americano de Washington que autoriza a “recomposição”, isto é, a recompostagem de cadáveres humanos. A lei, apoiada pelo senador Jamie Pedersen, parece ter boas probabilidades de ser aprovada.

Além dos argumentos ecológicos, esta lei tem também a seu favor argumentos económicos, dado que o processo de “recomposição” ficará substancialmente mais barato do que um funeral normal.

A lei tem por base um estudo realizado pela Universidade de Washington que desenvolveu uma forma de aplicar o processo. Na prática, a técnica baseia-se em misturar os corpos com material vegetal num compartimento a temperatura controlada

, fornecendo oxigénio de vez em quando para acelerar a atividade microbial. Ao fim de algumas semanas, o composto está pronto a ser usado.

Esta ideia nasceu quando uma designer norte-americana tomou conhecimento de que o gado podia ser usado em compostagem. A partir daí, imaginar o mesmo processo com seres humanos foi apenas um passo, explica o Expresso.

“A vantagem que vejo como cientista do solo e cientista ambiental é que o processo faz uma utilização relativamente baixo de recursos e também cria este produto parecido com o solo que ajuda a armazenar carbono“, explicou Lynne Carpenter Boogs, uma das investigadoras que participou neste estudo pioneiro.

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