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O Ministro da Administração Interna, Miguel Macedo

A comissão parlamentar de Ética recusou esta sexta-feira, por unanimidade, levantar a imunidade parlamentar do deputado Miguel Macedo, revelou o seu presidente, explicando que o ex-ministro da Administração Interna não é arguido nem testemunha em nenhum processo.

O ex-ministro da Administração Interna requereu o levantamento da imunidade parlamentar no final da semana passada, numa carta enviada à presidente da Assembleia da República, que a reencaminhou para a comissão parlamentar de Ética

O pedido do ex-ministro surgiu depois das notícias de que Miguel Macedo será um dos suspeitos investigados no âmbito do processo dos Vistos Gold. “A situação é insuportável para Miguel Macedo e a última coisa que quer é que se pense que se está a esconder atrás da imunidade parlamentar”, afirmou na altura uma fonte da Assembleia da República citada pelo Diário de Notícias.

Na semana passada, a imprensa avançava que “o ex-ministro da Administração Interna, Miguel Macedo, terá dado instruções ao ex-diretor do SEF, Manuel Palos, para este apressar a concessão de vistos aos cidadãos líbios” e que seria suspeito do crime de prevaricação, mas que o Ministério Público “não encontrou indícios de vantagens económicas para Macedo ou para Palos”.

O Correio da Manhã escrevia que Miguel Macedo deveria ser constituído arguido no caso dos vistos gold, para responder pelas suspeitas do crime de prevaricação de titular de cargo político, mas essa informação foi entretanto desmentida pela Procuradora-Geral da República.

ZAP / Lusa