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As buscas realizadas no âmbito da investigação aos colégios GPS, por suspeitas de fraude fiscal e branqueamento de capitais, levou à apreensão de um milhão de euros em barras de ouro que estavam escondidas no vão de uma banheira de hidromassagem na casa de um dos donos dos estabelecimentos de ensino.

O Ministério Público (MP) e a Polícia Judiciária (PJ) adiaram, por várias vezes, as buscas à residência de João Calvete, filho de António Calvete, o presidente do grupo GPS que detém vários colégios privados. Mas quando, finalmente, as realizaram tiveram uma grande surpresa.

As autoridades encontraram barras de ouro avaliadas em um milhão de euros escondidas junto ao vão de uma banheira de hidromassagem, na casa de João Calvete na zona de Leiria/Pombal, como avança a revista Sábado.

A publicação refere que foram também apreendidos 200 mil euros em dinheiro vivo.

As buscas ainda estarão a decorrer com a intervenção de elementos do Departamento Central de Investigação e Acção Penal e da Unidade Nacional de Combate à Corrupção da PJ.

Neste processo, estão em causa suspeitas de fraude fiscal, de branqueamento de capitais e de falsificação relacionadas com a compra de ouro por parte de familiares de António Calvete.

O presidente do grupo GPS e antigo deputado do PS, bem como outros administradores dos colégios GPS, são ainda suspeitos num outro processo, com julgamento marcado para 12 de Setembro, onde respondem por crimes de burla qualificada, falsificação de documentos e peculato.

Neste caso, o MP acusa os arguidos de se terem apropriado de 30 milhões de euros concedidos pelo Estado aos colégios GPS, no âmbito dos contratos de associação de apoio ao ensino privado.

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