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A Associação Académica da Universidade do Coimbra acusa o Governo de “assaltar” as conta dos estudantes. Só naquela universidade, a receita resultante de taxas e emolumentos ascendeu a quase 1,7 milhões de euros em 2016.
Esta segunda-feira, a Associação Académica de Coimbra acusou o Governo de assaltar as contas dos estudantes e das famílias, com taxas e emolumentos – “uma propina camuflada” que atinge as “dezenas de milhões de euros anuais”.
Estas taxas e emolumentos incidem sobre atos e documentos académicos que são pagos às universidades e politécnicos.
A Associação Académica criticou, num comunicado enviado à Lusa, que estas são “um assalto às escuras aos estudantes e às suas famílias, sob a forma de propina camuflada, na ordem de dezenas de milhões de euros anuais”. Segundo a AAC, “só na Universidade de Coimbra, a receita ascendeu a quase 1,7 milhões de euros em 2016″.
Há dois anos, recorda a associação de estudantes, a Assembleia da República “autorizou o Governo a aprovar um regime geral de taxas e emolumentos”, que “subsistem à margem de qualquer balizamento legal, sendo a sua fixação entregue à vontade discricionária
dos conselhos de gestão das instituições de ensino superior”.O Governo ficaria também responsável por definir “um elenco fechado dos atos académicos pelos quais deve ser possível às instituições associar o pagamento de taxas e emolumentos, bem como um regime especial destinado a estudantes bolseiros”.
No entanto, passados dois anos, não há “quaisquer resultados”, nota a Associação Académica de Coimbra, reprovando a “atitude desrespeitosa do Governo perante os estudantes e a própria Assembleia da República”.
“Cabe ao Governo tomar rapidamente uma decisão justa”, defende a AAC.
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