Simon Collison / Flickr

Comparativamente com o resto da União Europeia, a classe média em Portugal é das que mais se queixa de infiltrações de água nas casas, falta de luminosidade e barulho.

A classe média portuguesa é das que mais se queixa dos telhados e tetos que deixam entrar água, da humidade das paredes, dos soalhos e das fundações ou do apodrecimento dos caixilhos das janelas e dos soalhos, escreve o Expresso. As conclusões são do Eurostat, que na semana passada atualizou as estatísticas sobre o rendimento e as condições de vida na União Europeia em 2019.

Este não é um sintoma apenas dos mais pobres. Mesmo os portugueses que vivem acima do limiar da pobreza se queixam dos mesmos problemas nas suas casas.

No que toca a queixas de infiltrações de água, só mesmo o Chipre surge atrás de Portugal. O problema atinge mais de um quinto (21,8%) dos portugueses sem risco de pobreza. A média europeia fica-se pelos 11,2%.

Além disso, apesar de os portugueses viverem num dos países mais soalheiros da União Europeia, são dos que mais se queixam quanto à falta de luminosidade

das suas casas. No entanto, é o barulho que mais incomoda a classe média. O ruído dos vizinhos ou vindo da rua é motivo de queixa para 22,7% deles.

Se as condições das casas da classe média portuguesa são precárias, as habitações da população mais pobre não ficam atrás. Para esta franja da população, Portugal é o terceiro país da UE onde mais se sofre de infiltrações de água (36,5%) e de falta de luminosidade (12,3%). É também onde mais se reclama do barulho (22,8%).

“Este é um problema associado às carências do nosso edificado e não à qualidade da construção portuguesa, a qual é amplamente reconhecida. As casas portuguesas são bem construí­das. A questão coloca-se, sobretudo, ao nível do edificado existente”, explicou Manuel Reis Campos, presidente da Associação dos Industriais da Construção Civil e Obras Públicas (AICCOPN).

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