Os líderes mundiais deveriam estar cientes dos potenciais perigos dos seus “jogos” de guerra e fazer o que for preciso para impedir a escalada dos conflitos mais perigosos do mundo, alerta Robert Farley, um especialista da Universidade de Kentucky, nos EUA.
Os grandes conflitos mundiais tiveram origem em acontecimentos locais, como o início da 1ª Guerra Mundial depois do assassinato do arquiduque Francisco Fernando em Sarajevo, em 1914. Robert Farley aponta cinco cenários potenciais – “nenhum provável, mas todos possíveis” – que podem despoletar um conflito à escala global.
O primeiro dos conflitos de alto risco é a guerra na Síria, escreve Farley num artigo para a revista The National Interest. A propagação do Estado Islâmico é uma das maiores preocupações do mundo, incluindo da Rússia, França e EUA. Mas, mesmo se esses países se juntarem numa coligação, as tensões internas dentro da aliança poderão aumentar devido a planos diferentes sobre o futuro da Síria.
A guerra entre as forças externas no território sírio poderá arrastar rapidamente para o conflito países como a Turquia, o Irão e a Arábia Saudita, bem como outros países de zonas distantes do globo.
O difícil relacionamento entre a Índia e o Paquistão, capaz de se deteriorar a qualquer momento, é outra possível “faísca”. Se os grupos radicais apoiados por Islamabad realizarem atentados terroristas na Índia como aqueles que ocorreram em Bombaim em 2008, a paciência de Nova Deli não se manterá por muito tempo.
Neste cenário, se o Paquistão sofrer uma grande derrota às mãos da Índia, o uso de armas nucleares táticas poderá ser visto por Islamabad como a única maneira de resolver a situação depois de esta ter escalado, observa Farley.
O especialista afirma ser muito provável, nessa situação, que os EUA, que reforçaram os seus laços com a Índia nos últimos anos, venham a entrar na guerra, assim como a China, que poderia tomar o lado do Paquistão.
A terceira razão possível poderia aparecer no mar da China Oriental, onde durante os últimos dois anos a China e o Japão têm levado a cabo um perigoso jogo político sobre as Ilhas Senkaku/Diaoyu. Ambos os Estados reivindicaram esses territórios e implantaram as suas Forças Armadas nas zonas próximas. Se esse conflito deflagrar, os Estados Unidos, vinculados por um acordo de cooperação e segurança, ficarão do lado do Japão, aliado de longo prazo.
Farley observa que, nessa situação situação, a China provavelmente agiria primeiro, lançando um ataque contra a infraestrutura militar dos EUA na região.
Além disso, a situação no mar da China Meridional continua a suscitar a preocupação mundial por causa do confronto entre os EUA e unidades navais e aéreas chinesas. A perda do autocontrolo por qualquer um dos lados pode resultar em consequências terríveis. Uma guerra entre Pequim e Washington seria uma catástrofe em si, mas o ponto aqui, de acordo com Farley, é que muito provavelmente o Japão e a Índia se intrometeriam na guerra.
Finalmente, o último ponto da lista de Farley é a crise na Ucrânia. O resultado de toda a situação depende em grande parte de em que medida a NATO está pronta a interferir nos assuntos internos do país, destacou o especialista.
Se a NATO intervier na Ucrânia, a Rússia será forçada a tomar contramedidas. Além disso, qualquer ataque a qualquer dos países-membros da aliança poderá desencadear uma ofensiva da NATO.
Farley conclui afirmando que as potências mundiais nem sempre compreendem como os jogos de guerra são perigosos – e que, hoje em dia, os líderes dos países mais poderosos deveriam permanecer vigilantes e mitigar as crises ao redor do mundo, ao invés de contribuir para escaladas dos conflitos.
Eu vejo cinco "faíscas" para provocar a III Guerra Mundial (e a última...): EUA, EUA, EUA, EUA, EUA, EUA... Eu escrevi seis? Enganei-me! Era para escrever mais, mas não há espaço!
Nota: Tudo onde os EUA tocam, estraga-se. TUDO! Mas se o Trump ganha... Aí temos a III...