Miguel Pereira da Silva / Lusa

Cinco militares da GNR estão suspensos de funções, desde maio, por crimes praticados em outubro do ano passado.

O Ministério Público (MP) acusou cinco militares da GNR, com idades compreendidas entre os 23 e os 36 anos, da prática dos crimes de invasão de domicílio, sequestro e ofensa à integridade física qualificada.

Segundo a edição desta segunda-feira do Jornal de Notícias, as vítimas foram dois imigrantes nepaleses que trabalham numa produção agrícola no concelho de Odemira, no Alentejo.

Os dois cidadãos nepaleses foram “severamente agredidos” na sequência de uma festa num restaurante de Almograve, em outubro do ano passado.

Os alegados responsáveis pela violência foram suspensos de funções em maio deste ano. Entre os arguidos está André Ribeiro, dirigente da associação socioprofissional independente da GNR. Os restantes quatro guardas que prestavam serviço no posto de Vila Nova de Mil Fontes, estão igualmente suspensos de funções e um deles ainda está acusado de um crime de falsificação de documento.

De acordo com a acusação, André Ribeiro participava de uma festa dos trabalhadores agrícolas quando presenciou uma discussão entre uma das vítimas e outro nepalês, por quem tinha sido recrutado sem que tivesse recebido o que supostamente lhe pertencia.

O diário conta que o militar chamou duas patrulhas, com dois elementos cada uma, e comandou as operações de entrada em habitação sem mandato.

O Ministério Público ainda não conseguiu apurar o tipo de relação mantida por André Ribeiro com o recrutador de mão-de-obra estrangeira, mas acredita que lhe prestasse colaboração.

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