europeancouncilpresident / Flickr
O presidente do Conselho da Europa, Donald Tusk (segundo a contar da esquerda), com o primeiro-ministro da Itália, Matteo Renzi (de pé), e o primeiro-ministro da Grécias, Alexis Tsipras
Os chefes de Estado e de Governo da zona euro, reunidos em Bruxelas desde domingo à tarde, chegaram hoje de manhã a um acordo sobre a Grécia, ao cabo de 17 horas de negociações, anunciou o primeiro-ministro belga.
“Acordo“, anunciou Charles Michel na sua conta na rede social twitter.
Os líderes da zona euro estiveram reunidos, em Bruxelas, numa “maratona” negocial em busca de um acordo sobre um terceiro “resgate” à Grécia durante 19 horas de reunião.
A cimeira extraordinária da zona euro sobre a Grécia, apontada como decisiva para o futuro da Grécia na zona euro, teve início às 16:00 locais de domingo (15:00 de Lisboa), e foi interrompida por diversas vezes para consultas e reuniões à margem devido às diferenças entre as autoridades gregas e os seus credores.
De acordo com várias fontes, o Governo grego liderado por Alexis Tsipras acabou por concordar com a maioria das medidas reclamadas pelos credores, que terá que aprovar a nível legislativo até à próxima quarta-feira.
A separar as duas partes havia divergências quanto a dois pontos, designadamente o fundo de privatizações reclamado pelos credores, assim como a participação do Fundo Monetário Internacional no novo programa de assistência, que fizeram prolongar em várias horas os trabalhos.
Sem um acordo, a Grécia ficava muito próxima de uma saída da zona euro, o chamado “Grexit”.
Hollande elogia “escolha corajosa” de Tsipras e “histórica decisão” da Europa
O Presidente francês, François Hollande, afirmou hoje que com o acordo, alcançado em Bruxelas por unanimidade, “se preservou a soberania grega” e elogiou a “corajosa escolha” do primeiro-ministro grego, Alexis Tsipras, de aceitar um entendimento com os seus credores.
“O objetivo era alcançar um acordo que permitisse à Grécia permanecer na zona euro”, assinalou Hollande, qualificando de “histórica” a decisão da Europa.
“Houve acordo. A Grécia fica no euro. A Europa ganhou
“, frisou.Passos Coelho diz querer acreditar que Tsipras honrará compromissos
O primeiro-ministro português disse hoje, em Bruxelas, acreditar que o Governo grego liderado por Alexis Tsipras vai realmente honrar o compromisso acordado com os parceiros e não aproveitar o primeiro pretexto para novos jogos políticos.
“Acho que este acordo mostra que é necessário, era necessário e continua a ser necessário recuperar a confiança entre todos aqueles que estavam a negociar. Eu recordo que as últimas negociações foram abandonadas pelo Governo grego, que decidiu convocar um referendo e deixar, portanto, todos aqueles que estavam a procurar um acordo nas negociações a falar sozinhos”, disse Pedro Passos Coelho.
Segundo Passos Coelho, “essa foi uma atitude que deixou desconfiança entre todos os parceiros, em particular quando o próprio Governo grego disse que queria, junto do povo grego, encontrar força para dizer que ‘Não’ àquela negociação”
“Agora é importante saber se podemos contar ou não com alguém que queira realmente cumprir e comprometer-se com um acordo ou se estamos apenas a encontrar mais um pretexto para que o jogo político vire na primeira oportunidade”, acrescentou
Mariano Rajoy nega “vingança” contra a Grécia
O presidente do governo espanhol, Mariano Rajoy, negou hoje ter havido na reunião de líderes uma “vingança” contra a Grécia por ter convocado um referendo e pediu a todos os países da União Europeia que certifiquem o acordo.
Em declarações aos jornalistas no final da cimeira, Mariano Rajoy considerou que o acordo de hoje foi “uma boa decisão, porque a Grécia pode permanecer no euro”.
/Lusa
Onde para o jornalismo (jornalistas) português?
Portugal foi decisivo e a favor da Grécia ao desbloquear o impasse de 17 horas de negociações com a sugestão de recapitalização da banca (encontra-se nacionalizada) através do fundo de privatizações ! O que foi aceite por unanimidade!