Dianelos Georgoudis / Wikimedia
Imagens do Sudário de Turim contrastada com filtros positivo / negativo e funções matemáticas
Apesar de várias pessoas procurarem há séculos provas da autenticidade do Sudário de Turim, testes de radio-carbono e outros procedimentos têm sugerido que a alegada mortalha fúnebre de Jesus é, na verdade, fraudulenta.
O Sudário de Turim é um pedaço de pano de linho secular que algumas pessoas acreditam ser o verdadeiro sudário em que Jesus foi enterrado depois de crucificado. Uma equipa de cientistas dos Estados Unidos pretende provar que o Sudário de Turim não é uma falsificação e, para isso, simularam o processo de crucificação de Jesus em voluntários.
A história do Sudário de Turim é já antiga, havendo já há muito tempo pessoas que afirmam que a suposta mortalha mostra o rosto de Jesus e contém as suas manchas de sangue. Em 1988, três laboratórios especializados em datação por radio-carbono de Oxford, Arizona e Zurique dataram a origem do Sudário entre o século XIII e XIV.
Em julho passado, os cientistas forenses Matteo Borrini e Luigi Garlaschelli recorreram a voluntários e as técnicas forenses, como a análise de padrões de manchas de sangue, para simular a forma como o sudário poderá ter ficado coberto de sangue.
Os cientistas chegaram à conclusão que o homem teria que ter sido embrulhado no tecido de uma forma muito irrealista, sugerindo que o famoso artefacto religioso é, provavelmente, uma farsa medieval. Contudo, a investigação não fica por aqui: uma outra equipa de investigadores, do Centro do Sudário de Turim, no estado norte-americano do Colorado
, espera desmentir estas descobertas e levar a cabo uma experiência própria.“Um recente estudo relatado por Borrini e Garlaschelli concluiu, a partir de procedimentos experimentais de fluxo sanguíneo, que os padrões de fluxo de sangue do pulso e antebraço observados no Sudário de Turim são bastante inconsistentes com os estudos. Desta forma, o Sudário de Turim deve ser considerado como uma provável falsificação”, adiantaram os pesquisadores numa nota, devendo apresentar em breve as suas descobertas numa conferência científica nos Estados Unidos.
Para chegar a estas conclusões, os cientistas encenaram uma crucificação, prendendo os voluntários numa cruz de tamanho real com mecanismos especiais para a fixação dos punhos e dos pés. Os voluntários foram escolhidos com base na sua semelhança com a estatura física da marca no Sudário de Turim, sendo depois encharcados com sangue nas áreas das “feridas de pregos” nas suas mãos.
A equipa analisou depois a forma como o sangue fluiu das “feridas”, afirmando que o procedimento experimental oferece uma nova prespetiva sobre o mistério da autenticidade do Sudário de Turim.
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"Crucifixação" não existe, meus amigos. Crucificação e Crucifixão, esses sim, são termos que existem.