Z. Levay and R. van der Marel, STScI; T. Hallas; and A. Mellinger / NASA, ESA

O nosso universo não se destruiu quando foi criado, fenómeno que deveria ter acontecido. Cientistas do CERN afirmam que o universo não deveria existir e até se questionam como é possível vivermos nele.

De acordo com o modelo padrão da física, quando o universo surgiu havia quantidades iguais de matéria e antimatéria, que quando em contacto se anulam – razão pela qual o universo se deveria ter destruído logo à nascença.

Embora tenham tentado, alguns dos melhores cientistas do mundo não conseguiram até agora explicar a razão pela qual isso não aconteceu.

Ainda assim, as equipas de investigação têm tentado encontrar uma diferença entre a matéria e a antimatéria que possa explicar o facto de não se terem anulado assim que entraram em contacto.

Um novo estudo, realizado por uma equipa de investigadores do CERN, testou um conjunto de hipóteses, incluindo a massa e a carga elétrica, para encontrar essa diferença.

“Todas as nossas observações encontraram uma completa simetria entre matéria e antimatéria, e é por isso que o Universo, na verdade, não deveria existir” afirma o físico Christian Smorra, um dos autores do estudo.

Smorra diz que tem que haver uma assimetria algures, mas “não conseguimos entender onde ela se encontra”. Os cientistas já analisaram a possibilidade de haver uma diferença no magnetismo. No entanto, a matéria e a antimatéria são idênticas nesse campo também.

A equipa de investigadores acabou por descobrir que a matéria e a antimatéria são ainda mais simétricas do que imaginavam.

No estudo, os cientistas usaram um dispositivo chamado “armadilha de Penning“, que usa campos magnéticos e elétricos especiais para conseguir capturar e estudar antiprotões. Esta técnica permitiu-lhes medir o magnetismo da antimatéria com muita eficácia.

“Este resultado é o culminar de muitos anos de pesquisa e de desenvolvimento, e a conclusão bem sucedida de uma das medições mais difíceis jamais realizadas”, afirmou o porta-voz do CERN, Stefan Ulmer.

A equipa espera agora examinar pormenorizadamente a antimatéria para tentar resolver o mistério. Enquanto isso, outros cientistas estão a examinar teorias alternativas, como a hipótese de a antimatéria ter uma gravidade “ao contrário”, o que significa que “cairia para cima”.

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