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Julian Assange, fundador do WikiLeaks
A CIA acusou na quarta-feira a Wikileaks de ajudar os adversários dos Estados Unidos da América (EUA), ao revelar métodos que usa para transformar o iPhone da Apple ou os televisores da Samsung em instrumentos de espionagem.
A Wikileaks divulgou, esta terça-feira, vários documentos sobre um programa secreto de espionagem informática da CIA, considerado pelo seu fundador como “a maior divulgação de informações de ficheiros secretos da história”.
A organização explicou que “a CIA perdeu o controlo sobre a maior parte do seu arsenal”, que inclui um vasto número de armas tecnológicas e cibernéticas que visam aparelhos tecnológicos que podem transformar-se em “microfones encobertos”.
Uma porta-voz do serviço de informações CIA, Heather Fritz Horniak, afirmou que “o público norte-americano deveria inquietar-se com qualquer publicação pela Wikileaks que tem por objetivo alterar a capacidade da comunidade das informações proteger os EUA dos terroristas e de outros adversários”.
Segundo o diário Washington Post, a polícia federal (FBI) prepara-se para “uma grande caça às toupeiras” para determinar como a rede de divulgação de informações secretas Wikileaks obteve os documentos.
Estes últimos, que a CIA não autenticou, descrevem mais de um milhar de programas nocivos (como vírus) que permitem assumir o controlo de aparelhos eletrónicos, como smartphones ou televisores ligados em rede, e até viaturas, para espiar os seus utilizadores.
Aceder diretamente a estes aparelhos pessoais permite escutar os seus utilizadores e contornar as proteções através da encriptagem que se generalizam em redes sociais como WhatsApp, Facebook ou Signal.
O assunto coloca de novo as autoridades norte-americanas em divergência com o setor tecnológico, com o qual as relações já eram tensas desde que Edward Snowden mostrou em 2013 como uma outra agência dos serviços de informações, a NSA (Agência de Segurança Nacional), podia aceder aos servidores da Apple, Google ou Microsoft.
[sc name=”assina” by=”” url=”” source=”Lusa” ]
CIA: já ninguém acredita em vocês. E se alguém tinha dúvidas, deixou de as ter.