Os jatos de água instalados à entrada do museu de Auschwitz-Birkenau para refrescar os visitantes durante a fila de espera ao sol tornaram-se alvo de duras críticas nas redes sociais.

Alguns visitantes do Auschwitz Memorial, antigo campo de concentração nazi, consideraram os chuveiros “ofensivos e de mau gosto”, alegando reminiscências das antigas câmaras de gás nas quais milhares judeus foram exterminados.

Os media israelitas descreveram a reação de alguns turistas, que ao verem os jatos pensaram imediatamente na referência histórica do Holocausto.

“É um murro no estômago”, afirmou o visitante israelita Meir Bulka, citado pelo Jerusalem Post. No Twitter, o rabino Steven Burg, antigo diretor do Centro Simon Wiesenthal, descreveu os “chuveiros” como “bizarros, ofensivos e de mau gosto.”

O museu apressou-se a justificar a instalação, explicando que os chuveiros são colocados apenas nos dias de maior calor, e retirados quando a temperatura ameniza.

E deixa ainda uma correção histórica às referências a câmaras de gás: “É até difícil comentar as supostas referências históricas, já que os dispositivos não se parecem de todo com os chuveiros

, além de que os falsos chuveiros instalados pelos alemães nas câmaras de gás não eram usados para fazer passar o gás”.

“O Zyklon B”, referem, “era introduzido nas câmaras de gás de forma completamente diferente – através de buracos no teto ou nas paredes”.

Auschwitz-Birkenau é considerado o maior campo de concentração nazi e o principal símbolo do Holocausto. Mais de um milhão de pessoas foram mortas no local durante a Segunda Guerra Mundial.

ZAP