Wu Hong / EPA

John Ratcliffe, diretor da Inteligência Nacional dos Estados Unidos (DNI), acusou a China de conduzir “testes em humanos” para criar super-soldados com “capacidades biologicamente aprimoradas”.

Num artigo publicado na quinta-feira no The Wall Street Journal, o oficial norte-americano argumentou que os testes foram realizados em soldados do Exército Popular de Libertação da China. “Não há limites éticos para a busca de Pequim pelo poder”, escreveu Ratcliffe.

No ano passado, Elsa Kania, especialista chinesa em tecnologia de Defesa do Center for a New American Security, e Wilson VornDick, consultor de assuntos da China e ex-oficial da Marinha, escreveram um artigo no qual apontavam as ambições da China de aplicar a biotecnologia ao campo de batalha.

Segundo os especialistas, era um sinal de que a China estava interessada em usar tecnologia de edição de genes para melhorar o desempenho humano.

“Embora o potencial aproveitamento da CRISPR para aumentar as capacidades humanas no futuro campo de batalha seja apenas uma possibilidade hipotética, há indícios de que os investigadores militares chineses estão a começar a explorar o seu potencial”, escreveram, citados pelo Interesting Engineering

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As relações entre a China e os Estados Unidos bateram no ponto mais baixo em mais de 30 anos, abaladas por uma prolongada guerra comercial e tecnológica, disputas em torno do estatuto de Hong Kong, a soberania do mar do Sul da China ou abusos dos Direitos Humanos no país asiático.

Diante dessas tensões, as autoridades chinesas cogitaram a possibilidade de um confronto militar com os Estados Unidos. O Presidente chinês Xi Jinping já ordenou que o seu exército esteja pronto para o pior cenário possível.

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