A China está a desenvolver um programa piloto de criação de milhões de mosquitos de laboratório infectados com uma bactéria, com o objectivo de reduzir a população de Aedes aegypti, o mosquito responsável pela transmissão dos vírus do Zika, Dengue e Chikunguña.
O programa científico prevê libertar milhões de exemplares de Aedes aegypti, infectados com a bacteria Wolbachia, para travar a reprodução global destes mosquiros.
O professor Xi Zhiyong, investigador da Universidade de Sun Yat-se, de Guangzhou, no sul da China, revelou ao China Daily que os mosquitos infectados deverão ser libertados na atmosfera, em 3 pontos da província de Guangdong, com o auxílio de drones.
Segundo o periódico chinês, os insectos a libertar são machos, não picam, e quando acasalam com fêmeas da sua espécie produzem ovos inférteis – a chave com a qual o programa pretende diminuir drasticamente a população de Aedes aegypti na região.
Apesar de não terem sido registados até agora casos de Zika na China, Guo Yuhong, cientista do Centro de Controlo de Doenças Contagiosas da China, revelou que o mosquito transmissor foi encontrado em algumas regiões do norte da China, e se encontra presente em larga escala no sul do país.
No entanto, a cientista confessa-se preocupada com o uso da Wolbachia para infectar mosquitos, uma vez que “não está ainda claro o eventual impacto no ecosistema da extinção do Aedes aegypti“.
Numa experiência semelhante realizada o ano passado, a China conseguiu reduzir 90% da população local deste insecto, e controlar um surto de dengue no sul do país.
O mosquito Aedes aegypti é responsável pela transmissão de três doenças distintas: a Zika, a Dengue e a febre Chikungunya.
Até agora, a regoão mais afectada pelo mosquito é a América do Sul, com destaque para o Brasil, país com o maior número de casos de Zika, doença que quando presente em grávidas tem sido associada a problemas de malformações do feto, como a microcefalia.
ZAP
Há muito tempo que andamos a ouvir falar de soluções idênticas por outras partes do globo a verdade é que até agora parece que ainda nada resultou.