Luong Thai Linh / EPA
O presidente da China, Xi Jinping
A China está a acelerar a construção de 700 novos laboratórios perante um cenário de corrida tecnológica contra os Estados Unidos. O objetivo é aumentar a competitividade do país.
A tensão entre Pequim e Washington tem aumentado nos últimos dois anos, com a guerra comercial iniciada pelo Governo de Trump com as sobretaxas alfandegárias. Além disso, nas últimas semanas, o Presidente dos Estados Unidos, tem acusado as autoridades chinesas de atrasarem a comunicação de dados cruciais sobre a gravidade do novo coronavírus, que poderiam ter travado a propagação da doença.
Numa verdadeira corrida ao desenvolvimento tecnológico contra os Estados Unidos, a China está a acelerar a construção de 700 novos laboratórios, que tenciona ver concluídos até ao final deste ano, escreve a Newsweek. As instalações pretendem “servir como uma força significativa para liderar investigações fundamentais”.
As intenções de construir novas instalações laboratoriais já tinham sido dadas a conhecer em 2018 pelo Ministério da Ciência e Tecnologia chinês. Mas agora, face à atual conjetura de tensão entre os dois países, Pequim decidiu acelerar a sua construção.
“A inovação tecnológica é a raiz da vida das empresas”, disse o Presidente chinês Xi Jinping, no início deste mês, citado pela agência Xinhua. “Apenas se possuirmos a nossa própria propriedade intelectual e tecnologias essenciais, poderemos produzir produtos com competitividade central e [não] seremos derrotados na intensificação da concorrência”.
Ainda na última sexta-feira, os Estados Unidos implementaram novas sanções a 33 empresas e instituições do Governo chinês.
“Certas forças políticas norte-americanas estão a tornar reféns as relações entre a China e os Estados Unidos e conduzir os nossos dois países à beira de uma nova Guerra Fria”, disse Wang Yi, citado pela agência France-Presse (AFP).
O chefe da diplomacia chinesa, que falava no domingo passado aos jornalistas à margem da sessão plenária da Assembleia Popular Nacional iniciada na sexta-feira, reagia as declarações proferidas, nas últimas semanas, por Donald Trump.
“Além da devastação causada pelo novo coronavírus, um vírus político está a espalhar-se pelos Estados Unidos. Esse vírus político aproveita todas as oportunidades para atacar e difamar a China”, disse Wang.
[sc name=”assina” by=”ZAP” ]
Já ia sendo tempo dos nossos (Europeus) políticos, tomarem medidas sérias, concretas, definitivas... de cortarem amarras com China e EUA. No que for possível sermos auto-suficientes, temos obrigação de ser. Está na altura de alguém com coragem dizer «CHEGA!!».
Não podemos continuar reféns da economia (e comprar tudo da China) ou de patentes tecnológicas (e ter que integrar o que quer que seja, que esteja direita ou indirectamente dependente dos EUA). Já se percebeu que, se um dia qualquer, quem manda num destes dois países acordar mal-disposto, estamos tramados.
Se os políticos quiserem sugestões de «Por onde começar?» eu, cá do alto da minha ignorância, dou uma ajuda: Acabem com a utilização do Windows em tudo o que for Estado. Já chega de dar de mamar a uma empresa Americana por um produto que 1. Existe alternativa e 2. Essa alternativa pode ser encontrada DENTRO da Europa (Linux).
Já chega de ter gente paga pela Microsoft a minar decisões do Parlamento e Comissão Europeia (Sim. MESMO!!). Se isto estivesse a ser feito por Chineses, caía o Carmo e a Trindade. Como são Americanos, está tudo bem!
Ficariam preocupados se as instituições Europeias e dentro dos respectivos países, estivessem TOTALMENTE dependentes de software Chinês? Porque raio nem pensamos nisto quando estamos dependentes de Americanos??
Para quem tiver curiosidade de perceber qual o nível do problema que temos com a Microsoft, aqui fica o link para o documentário completo «The Microsoft dilema», pelo galardoado jornalista de investigação Harald Schumann: https://www.youtube.com/watch?v=duaYLW7LQvg