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O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, com o líder do PS, António Costa

Pedro Passos Coelho e António Costa encontram-se esta quarta-feira no único frente-a-frente televisivo antes das eleições legislativas de 4 de outubro. Se as eleições fossem hoje, a coligação Portugal à Frente ganhava, de acordo com uma sondagem hoje divulgada.

O duelo televisivo entre Costa e Passos terá a duração de uma hora e meia, e marca a primeira vez em que um debate será transmitido ao mesmo tempo nos três canais de televisão de sinal aberto, RTP, SIC e TVI.

Este modelo aponta para que o debate Passos/Costa bata o recorde de audiências do debate mais visto em televisão, desde que há registos, que opôs em 2011 Passos Coelho a José Sócrates e foi acompanhado por 1,5 milhão de pessoas.

Passos Coelho e António Costa voltarão a encontrar-se num igualmente inédito debate transmitido pelas rádios Antena Um, TSF e Rádio Renascença, no dia 17.

O ciclo de frente-a-frente para as legislativas de 4 de outubro foi inaugurado na semana passada com o debate entre o secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, e a porta-voz do BE, Catarina Martins, e prosseguiram na última terça-feira com o embate entre o presidente do CDS-PP e vice-primeiro-ministro, Paulo Portas, e Catarina Martins.

António Costa defrontará Catarina Martins na TVI 24 no dia 14 de setembro e o ciclo de debates encerra no dia 18 de setembro, com o embate entre Heloísa Apolónia

e Paulo Portas, também no mesmo canal.

De acordo com uma sondagem da Aximage, se as eleições fossem hoje a coligação de Passos e Portas alcançaria 38,9% dos votos contra 33,3% de António Costa, uma diferença de 5,6 pontos percentuais, algo que acontece pela primeira vez desde que Costa assumiu a liderança dos socialistas.

Este é o resultado mais baixo do PS desde setembro do ano passado, altura em que António José Seguro ainda era secretário-geral do partido.

Por outro lado, esta é a primeira-vez, desde que Costa assumiu a liderança do PS, que Pedro Passos Coelho o ultrapassa para ser primeiro-ministro.

Além da coligação, os partidos à esquerda do PS também registaram um aumento de intenções de voto, sendo que o PCP foi o que conseguiu uma subida mais acentuada. Os comunistas passaram de 7,5% em junho, para 8,5% em setembro. Já o Bloco de Esquerda subiu 0,6 pontos percentuais, de 4% para 4,6%, enquanto o Livre passou de 1,3% para 1,6% (0,3 pontos percentuais).

ZAP / Lusa