António Pedro Santos

O Chega oficializou esta quarta-feira a sua ligação à família europeia de extrema-direita, o Identidade e Democracia (ID), confirmou o presidente e deputado único do partido, André Ventura, à revista Sábado.

O Identidade e Democracia conta com vários países da União Europeia, como é o caso do Frente Nacional em França, a Alternativa para a Alemanha (AfD), a Liga do Norte italiana ou o Partido para a Liberdade holandês (VVD).

De acordo com a revista Sábado, o convite foi endereçado ao Chega a 10 de junho, mas a adesão oficial só aconteceu na passada quarta-feira, 1 de junho.

À revista, André Ventura disse ser “uma honra fazer política ao lado de grandes políticos como Matteo Salvini”, manifestando “um enorme orgulho que, em tão pouco tempo, o Chega seja já considerado como muito apelativo para os grupos políticos europeus”.

O presidente do ID, Gerolf Annemans, citado pela mesma revista, mostrou-se “confiante que a amizade entre o Chega e os membros do partido ID vai continuar a fortalecer ao longo dos anos”, numa carta que terá sido enviada a André Ventura.

De acordo com um comunicado do Identidade e Democracia citado pelo jornal Observador, o grupo europeu apresenta André Ventura como um “bem sucedido professor de Direito na Universidade Autónoma de Lisboa”, além de colunista e e comentador desportivo, tendo, depois, enveredado pela carreira política.

Ao mesmo jornal, André Ventura revelou que para setembro tem já encontros marcados com Marine Le Pen e com Matteo Salvini, em França e Itália, respetivamente, que até “já podiam ter acontecido se não fosse a pandemia”.

A Sábado recorda ainda que o ID é o quarto maior dos oito grupos que constituem o Parlamento Europeu, sendo composto por 76 eurodeputados de 10 países, todos de membros de partidos de carácter nacionalista, eurocéptico, populista e anti-imigração.

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