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Rudy Giuliani, procurador norte-americano e mais tarde presidente da Câmara de Nova Iorque (1994-2001).

O mafioso arrependido Rosario Naimo assegurou este sábado que, na década de oitenta, o chefe mafioso Totó Riina planeou o assassínio de Rudolph Giuliani, procurador norte-americano e mais tarde presidente da Câmara de Nova Iorque (1994-2001).

Segundo a comunicação social italiana, Rosario Naimo , que viveu durante anos nos Estados Unidos, recebeu a visita de um “homem de honra” siciliano, Benedetto Villico que lhe entregou uma carta de Totó Riina com a ordem para assassinar Giuliani e para o efeito entrar em contacto com um outro “capo” italo-americano da família Gambino, encarregado de executar as suas ordens.

Na mensagem, Rina ordena o homicídio de Rudolph Giuliani, conhecido então como o “procurador de ferro” e responsável por importantes investigações sobre narcotráfico e organizações criminais.

Segundo Naima, o objetivo de assassinar Giuliani era o de isolar o juiz anti-mafia Giovanni Falcone, que havia encontrado um “ótimo aliado” no procurador norte-americano e futuro presidente da Câmara de Nova Iorque.

O arrependido explicou que decidiu não concretizar a ordem de assassínio de Giuliani porque os efeitos colaterais desse ato “teriam sido enormes” nos Estados Unidos.

Giuliani colaborou e cooperou com o juiz Falcone, que foi assassinado juntamente com a mulher e três guarda-costas em Palermo em 1992, num atentado organizado pelo próprio Riina, de acordo com outro arrependido da Cosa Nostra, Tommaso Buscetta

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Naimo foi detido em Palermo, sul de Itália, em 2010, aos 65 anos, tendo feito diversas revelações aos procuradores que investigaram as relações entre a mafia e o Estado italiano na década de 1990.

O testemunho do arrependido foi utilizado como material probatório pela acusação.

Um ano após a morte de Falcone, a 15 de janeiro de 1993, Totó Riina foi detido fortuitamente numa rua de Palermo, na Sicília, depois de uma perseguição de mais de 20 anos.

Após a sua captura, Riina foi transferido para a cadeia de Uccidarone, em Palermo, onde passará o resto da vida. O seu poder na mafia continua a ser importante desde o interior da prisão.

A 08 de outubro de 1993, recebeu a terceira condenação a pena perpétua por um Tribunal de Palermo pela sua participação no homicídio dos irmãos mafiosos Vincenzo y Pietro Puccio, en 1989.

/Lusa