José Coelho / Lusa

O Benfica perdeu dois pontos na deslocação a Chaves. Num excelente jogo de futebol, as “águias” marcaram cedo, deixaram-se empatar no segundo tempo, voltaram a adiantar-se, mas acabaram por consentir o empate 2-2 nos descontos.

Isto numa partida que teve duas estremas maiores, o arménio Gevorg Ghazaryan e o português Rafa Silva, ambos autores dos dois golos das suas equipas. Na próxima jornada há um Benfica-FC Porto.

O Jogo explicado em Números

  • Os adeptos esperaram uma hora para o início do jogo, atrasado devido à chuva que alagou o relvado de Chaves, mas não demoraram a ver um golo. Logo aos três minutos, Franco Cervi fugiu pela esquerda, centrou rasteiro e Rafa surgiu de trás para empurrar para o 1-0, no primeiro remate do jogo. Respondeu o Chaves aos dez minutos, com William a isolar-se, mas a não conseguir bater Odysseas Vlachodimos.
  • Início de jogo muito mexido, com um golo cedo, um remate para cada lado (enquadrado), domínio repartido, com a particularidade de o Benfica apresentar nesta altura cerca de apenas 66% de eficácia de passe.
  • Por volta do quarto-de-hora, contrariedade para Rui Vitória, que perdeu Jardel por lesão, entrando para o seu lugar Germán Conti. E aos 20 minutos já os flavienses dominavam o jogo, com 54% de posse, três remates, todos enquadrados, e muito mais perigo junto da baliza “encarnada” – apesar de Gabriel ter disparado ao ferro aos 22 minutos.
  • Maior equilíbrio à passagem da meia-hora, numa altura em que Rafa Silva registava o melhor rating do jogo, um 6.2, fruto do golo e de um passe para finalização, mas seguido de muito perto por Odysseas, com 6.1, dono de três defesas, duas delas de grande qualidade. Ricardo Nunes, guardião do Chaves, não registava qualquer parada.
  • Boa primeira parte em Chaves, pela vivacidade e por algumas jogadas bem delineadas de parte a parte.
  • O Benfica chegou ao descanso na frente do marcador, graças a um golo madrugador de Rafa Silva, mas teve de lidar com a boa resposta flaviense.
  • Assim, as “águias” atingiram o intervalo com mais bola, mas com menos um remate, para além da sensação de que o jogo estava longe de estar controlado.
  • O melhor nesta fase era o lateral-esquerdo do Chaves, Djavan, com um GoalPoint Rating de 6.5, graças a um passe para finalização, dois dribles eficazes em três e oito acções defensivas, entre elas quatro alívios.
  • O segundo tempo arrancou com um Benfica mais seguro, em especial a meio-campo, a garantir 60% de posse de bola nos primeiros 15 minutos após o descanso. Foi neste período que Seferovic (por duas vezes) e Cervi tiveram nos pés o 2-0, mas foram incapazes de facturar, com mérito para Ricardo e para a defesa contrária.
  • Na primeira metade da etapa complementar o Benfica foi mais rematador, com quatro disparos, apenas um enquadrado, contra uma tentativa apenas dos homens da casa. Realce para as eficácias de passe relativamente modestas das duas equipas, o Chaves com 63% do intervalo até aos 70 minutos, as “águias” com 75%. Mas o golo surgiu na baliza benfiquista.
  • E que golo! Aos 76 minutos, na conversão de um livre directo bem longe da baliza de Odysseas, Ghazaryan arrancou um remate portentoso que só acabou na baliza
    . Um tento que surgiu ao segundo remate flaviense no segundo tempo, primeiro enquadrado e que vinha dar cor à reacção dos homens da casa.
  • Já com Jonas em campo, lançado aos 80 minutos para o lugar de Pizzi, o Benfica foi à procura do golo e conseguiu-o, aos 84′. Rúben Dias lançou a velocidade de Rafa, este fugiu a toda a gente e, isolado, “fuzilou” Ricardo Nunes, para o seu bis. Foi o quarto remate do extremo português na partida, segundo enquadrado.
  • Até final, destaque para o cartão vermelho directo mostrado a Conti, que acabou por descompensar a defesa benfiquista. No último lance do jogo, Ghazaryan recebeu a bola descaído para o lado esquerdo e rematou forte e cruzado para o 2-2 final. Grande jogo em Chaves.

O Homem do Jogo

Este é um daqueles jogos em que qualquer um dos dois melhores em campo poderiam receber a distinção de MVP, mantendo-se a justiça.

Essa acabou por recair em Rafa Silva, do Benfica, autor de dois golos e que registou um GoalPoint Rating de 7.2.

O português realizou uma excelente partida, com números muito interessantes, nomeadamente quatro remates, dois enquadrados, uma ocasião flagrante criada em dois passes para finalização, dois dribles eficazes e impressionantes dez acções defensivas (quatro desarmes, três intercepções e outros tantos bloqueios de passe.

Jogadores em foco

  • Gevorg Ghazaryan 7.0 – Que grande partida do arménio. O médio bisou, dois golos de grande categoria, o primeiro de muito longe, o segundo cruzado, muito colocado. O flaviense fez três remates, dois enquadrados, o suficiente para ser o melhor do Chaves.
  • Djavan 6.5 – O lateral-esquerdo do Chaves foi o melhor da primeira parte e manteve o nível na segunda. Ao todo somou 15 acções defensivas, nove recuperações de posse e completou duas de três tentativas de drible.
  • Rúben Dias 6.3 – O central benfiquista esteve em bom plano, ganhando quatro de cinco duelos aéreos defensivos e recuperando dez vezes a posse de bola. E ainda fez a assistência para o segundo golo de Rafa.
  • Ljubomir Fejsa 6.1 – O sérvio voltou a mostrar as qualidades que o caracterizam, ao surgir um pouco por todo o lado. Recuperou sete vezes a posse de bola, realizou seis desarmes e ganhou dois de cinco duelos aéreos.
  • Germán Conti 3.9 – Noite para esquecer do argentino. Substituiu o lesionado Jardel e parecia estar a “safar-se”, com seis alívios (em dez acções defensivas) e os dois duelos aéreos ganhos. Contudo, aquele cartão vermelho directo acabou por deitar tudo a perder, para ele e para a equipa.

Resumo

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