Rodrigo Antunes / Lusa
O secretário-geral da CGTP-IN, Arménio Carlos
A CGTP reivindicou hoje aumentos salariais de 90 euros por trabalhador para o próximo ano, como forma de melhorar as condições de vida dos trabalhadores, dinamizar a economia interna e valorizar as competências profissionais dos portugueses.
O referencial salarial é uma das prioridades da política reivindicativa da Intersindical para 2020, aprovada pelo Conselho Nacional na primeira reunião após o período de férias.
Esta é a primeira vez que a Inter apresenta um referencial salarial nominal, sem um referencial percentual. Em setembro de 2018 e em setembro de 2017 a CGTP reivindicou aumentos salariais de 4% e um aumento mínimo de 40 euros por trabalhador.
Em entrevista ao Público, Arménio Carlos, secretário-geral da CGTP-IN, diz que é fundamental romper com esta política de baixos salários. “Neste momento temos 2.240.000 trabalhadores com salários líquidos mensais que não ultrapassam os 900 euros; 23% dos trabalhadores recebem o salário mínimo nacional”, explicou.
Além disso, evidencia que uma ligeira reposição dos rendimentos e consequente melhoria no poder de compra é determinante para a evolução da economia. Por essa mesma razão, defende um aumento de 90 euros para todos os trabalhadores
, seja no setor privado ou público.“Queremos uma atualização global das pensões que melhore o poder de compra de todos os pensionistas”, acrescentou o sindicalista, que depois de oito anos no cargo passará a pasta no congresso de fevereiro de 2020. Adicionalmente, é da opinião que a regra que condiciona a atualização das pensões deve ser terminada, de forma a que estas possam ser melhoradas anualmente.
Arménio Carlos defende uma progressão para um salário mínimo nacional de 850 euros. “Não temos nenhum limite temporal, mas temos um objetivo: que os 850 euros sejam concretizados no menor espaço de tempo. Vamos ver a posição das confederações patronais e do Governo”, explicou.
[sc name=”assina” by=”ZAP” url=”” source=”Lusa”]