Nuno Veiga / Lusa

A CGTP “não vê razão” para alterar as greves e manifestações agendadas para os próximos dias na região de Lisboa, escreve esta segunda-feira o Expresso.

“Não vemos razão para alterar a nossa programação”, disse ao jornal Ana Pires, dirigente da CGTP e responsável pela ação reivindicativa da maior central sindical portuguesa.

A Intersindical marcou uma “semana de luta” para exigir a defesa “da saúde e dos direitos dos trabalhadores” e nem o recuo no desconfinamento na Região do Vale do Tejo – onde o limite dos ajuntamentos foi reduzido, bem como o horário de funcionamentos dos estabelecimentos – parece alterar as ações agendadas.

Quinze freguesias da região de Lisboa e Vale do Tejo vão continuar em estado de calamidade por causa da propagação da covid-19 na região.

“Estamos a tratar a atividade sindical como sempre tratamos“, disse ao jornal Expresso Ana Pires, recordando que “nem no estado de calamidade decretado no inicio da pandemia foi restringida a ação sindical”.

“Vamos cumprir escrupulosamente todas as regras de segurança e de proteção dos participantes (…) sempre demonstramos ser responsáveis na organização das nossas ações de rua” e por isso não vê razão para mudar os planos.

Ao Expresso, a mesma dirigente disse que o número limite de participantes não está previsto, tendo também revelado que não foram contactados pelas autoridades de saúde nem pelo Governo liderado por António Costa.

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