António Cotrim / Lusa
Na quarta-feira, Isabel Camarinha comunicou ao Governo a intenção da CGTP assinalar o Dia do Trabalhador “com ações de rua” em todo o país. Da parte do Executivo “não houve nenhuma oposição”, diz a líder da Intersindical.
A CGTP vai manter as comemorações do próximo 1º de maio, apesar da declaração de estado de emergência e das medidas de contenção impostas pelo Governo para conter a pandemia de covid-19. “Temos de fazer o que tem de ser feito”, justifica Isabel Camarinha.
De acordo com o semanário Expresso, só na próxima semana a comissão executiva da central sindical definirá onde, como e quando vão decorrer as “ações de rua”. A líder da Intersindical garante que as distâncias de segurança serão mantidas, “não só entre os dirigentes sindicais, mas também entre os trabalhadores”.
O Governo foi informado da intenção da CGTP de assinalar o Dia do Trabalhador numa reunião que decorreu na quarta-feira em São Bento e, segundo Camarinha, “da parte do Governo não houve nenhuma oposição
a este tipo de ações”.O novo decreto presidencial, que prolonga o estado de emergência até dia 2 de maio, admite-se a possibilidade de comemoração do Dia do Trabalhador.
“Tendo em consideração que no final do novo período (de estado de emergência) se comemora o Dia do Trabalhador, as limitações ao direito de deslocação deverão ser aplicadas de modo a permitir tal comemoração, embora com os limites de saúde pública previstos”, lê-se no diploma.
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Como inconsciência apela a inconsciência, esta da CGTP junta-se à das comemorações do 25 de Abril na Assembleia da República.
(DO PONTO DE VISTA MERAMENTE DA SAÚDE PÚBLICA).