João Carvalho / wikimedia

Edifício-sede da Caixa Geral de Depósitos, CGD

A Caixa Geral de Depósitos (CGD) vai disponibilizar uma fatia dos 2,6 milhões de euros angariados para apoiar as vítimas do incêndio de Pedrógão Grande, para equipar hospitais da região de Coimbra que têm estado a cuidar das vítimas dos fogos.

O anúncio foi feito pelo presidente executivo da CGD, Paulo Macedo, que disse que, dos 2,6 milhões de euros angariados pelo banco público para as vítimas do incêndio que deflagrou em Junho, em Pedrógão Grande, alastrando a outros concelhos e deixando mais de 60 mortos, e que estão a ser geridos pela Fundação Calouste Gulbenkian, “uma parte já foi para projectos concretos e cerca de 500 mil euros vão ser aplicados junto de instituições de saúde para equipar as que têm ajudado as populações, quer nas unidades de queimados quer noutras, na zona de Coimbra”.

Questionado sobre se a Caixa irá replicar esta iniciativa para apoiar as vítimas dos incêndios deste domingo na zona Centro, que fizeram mais de 30 mortos, Paulo Macedo não se comprometeu e disse apenas que vai ponderar.

“Neste momento, a nossa preocupação tem de ser que esses fundos sejam aplicados. Houve uma generosidade dos portugueses muito maior do que a que era esperada e o que nos interessa saber é se esses fundos estão a ser aplicados, e estão”, respondeu aos jornalistas à margem de uma conferência realizada a propósito do Dia Internacional da Erradicação da Pobreza.

Três empresários compram 3 mil bilhetes para o Tondela-Belenenses

Entretanto, são várias as iniciativas de solidariedade que, pelo país, se realizam para ajudar as vítimas dos incêndios.

Em Tondela, a Câmara criou uma conta solidária [REABILITAR TONDELA 2017, nº PT50 0035 0816 00052225 030 97] para financiar a reconstrução das primeiras habitações do concelho, que arderam na noite de domingo para segunda-feira.

O Tondela anunciou, nesta quinta-feira, que as receitas do jogo de domingo com o Belenenses, da nona jornada da I Liga de futebol, vão reverter para essa conta solidária criada pela autarquia.

Três empresários do concelho de Tondela, sócios do clube local, já adquiriram 3.000 bilhetes para o encontro.

Arderam no concelho mais de 120 casas, sendo destas 35 a 40 de primeira habitação. Entre os desalojados contam-se 45 pessoas, das quais 14 ainda estão em instituições particulares de solidariedade social ou em pensões. A  reconstrução, segundo os cálculos do presidente da Câmara de Tondela, vai custar mais de 1,5 milhões de euros.

[sc name=”assina” by=”ZAP” source=”Lusa”]