Olivier Hoslet / EPA

O ministro das Finanças, Mário Centeno, com Jeroen Dijsselbloem, presidente do Eurogrupo

Mário Centeno terá sido sondado para assumir a presidência do Eurogrupo e suceder ao holandês Jeroen Dijsselbloem. Mas essa possibilidade estará descartada, no imediato, por António Costa que não pretende “perder” o seu ministro das Finanças para Bruxelas.

A notícia é avançada na edição deste sábado do semanário Expresso, que nota que os bons resultados de Centeno na pasta das Finanças portuguesa, com as recentes boas notícias sobre a economia nacional, o colocam como uma aposta a considerar para a presidência do Eurogrupo.

Depois das polémicas declarações sobre os parceiros europeus que pediram ajuda financeira, em que insinuou que gastaram o dinheiro em “copos e mulheres”

, a saída de Jeroen Dijsselbloem da presidência do Eurogrupo é vista como quase certa.

E os “socialistas europeus procuram um nome do Sul da Europa para suceder ao holandês”, salienta o Expresso, notando que Mário Centeno já foi sondado.

“Mas António Costa não quer o ministro das Finanças dividido entre Lisboa e Bruxelas“, acrescenta o semanário, que cita uma fonte governamental não identificada a notar que a liderança do Eurogrupo não é, “para já”, uma prioridade para Portugal.

Ora, este “para já” deixa aberta a porta a uma possível mudança de opinião, daqui a alguns meses, conforme refere o jornal, frisando que o primeiro-ministro pretende primeiro ver resolvidas várias das negociações em em andamento com a Comissão Europeia e com o Banco Central Europeu.

Costa quer assim que Centeno tenha liberdade para defender os interesses de Portugal no Eurogrupo, algo que ficaria comprometido se assumisse a liderança, o que o obrigaria a representar os interesses de todos os países.

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