Inácio Rosa / Lusa

João Leão, secretário de Estado do Orçamento

O secretário de Estado do Orçamento, João Leão, é o novo ministro das Finanças, substituindo o governante Mário Centeno no cargo.

Numa nota publicada no site da Presidência da República, pode ler-se que o chefe de Estado, Marcelo Rebelo de Sousa, aceitou as propostas de exoneração de Mário Centeno e da nomeação de João Leão.

“O Presidente da República recebeu do Primeiro-Ministro as propostas de exoneração, a seu pedido, do Ministro de Estado e das Finanças, Professor Doutor Mário Centeno, e de nomeação, em sua substituição, do Professor Doutor João Leão”, lê-se na nota.

Marcelo Rebelo de Sousa “aceitou as propostas, realizando-se a cerimónia da posse no dia 15 de junho, às 10 horas”, acrescenta-se. A tomada de posse será feita pelo primeiro-ministro, tendo Centeno e o seu sucessor a seu lado.

Segundo o jornal online Observador, a substituição aconteceu mal o Conselho de Ministros aprovou o Orçamento Suplementar e ainda antes de terminar o prazo (11 de junho) para serem apresentadas as candidatura à presidência do Eurogrupo.

Tal como explica o mesmo jornal, este cargo europeu depende do exercício das funções como ministro das Finanças no respetivo país, pelo que a saída de Centeno do Executivo socialista implica uma mudança também a esse nível.

Como a tomada de posse de João Leão só acontece na próxima segunda-feira, Centeno ainda vai presidir à próxima reunião do Eurogrupo no cargo.

Relativamente ao Orçamento Suplementar, o documento será entregue, esta semana, na Assembleia da República, ainda pelas mãos de Centeno, mas já será defendido no debate da generalidade, marcado para 19 de junho, por João Leão.

Fonte do Governo explicou ao Observador que o critério para a escolha foi o da “continuidade política” nas Finanças. Recorde-se que João Leão fez parte da equipa de Centeno desde o início, sempre como secretário de Estado do Orçamento.

Esta era uma mudança mais do que expectável. Centeno tem sido apontado – e até dado com certo – como sucessor de Carlos Costa no Banco de Portugal (BdP).

Segundo a RTP, o ministro das Finanças não é o único que está de saída. O secretário de Estado adjunto e das Finanças, Ricardo Mourinho Félix, e o secretário de Estado do Tesouro, Álvaro Novo, também vão deixar o Governo.

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