José Sena Goulão / Lusa

O ministro das Finanças, Mário Centeno

Mário Centeno nunca teve sequer uma hipótese de se tornar presidente do Eurogrupo, garante o site norte-americano Politico, habitualmente bem informado, em consonância com o eurodeputado do PSD Paulo Rangel.

O nome do ministro das Finanças foi avançado como forte hipótese para a presidência do Eurogrupo, na sucessão ao “mal-amado” Jeroen Dijsselbloem, especialmente depois de ter sido apelidado de “Ronaldo do Ecofin” pelo ministro alemão Wolfgang Schäuble.

Mas, afinal, Mário Centeno nunca terá tido sequer qualquer possibilidade de assumir o lugar, sustenta o site Politico, que adianta que o actual comissário dos Assuntos Económicos e Financeiros da União Europeia, Pierre Moscovici, está a preparar-se para se tornar no próximo presidente do Eurogrupo.

Os legisladores de Portugal são os únicos a pensar que o seu ministro das Finanças tem uma hipótese”, considera a publicação norte-americana num artigo para subscritores, citado pelo jornal Público.

“Nas últimas semanas, quatro dirigentes de diferentes instâncias europeias confirmaram aquela intenção do comissário francês [Moscovici], que já tutela as taxas, tarifas e assuntos económicos e financeiros da Comissão Europeia”, adianta o Politico, referindo que o responsável deverá acumular o cargo actual com a liderança do Eurogrupo.

O eurodeputado Paulo Rangel, eleito pelo PSD, confirma este cenário ao Público, frisando que “só em Portugal é que se fala da hipótese de Centeno, é uma coisa para consumo interno que não tem qualquer eco em Bruxelas”. “Aqui, até hoje, nunca ninguém falou no ministro português”, garante.

Também Marques Mendes, ex-líder do PSD, tinha avançado com esta ideia, chegando a realçar que Centeno estaria “deslumbrado e a oferecer-se” ao Eurogrupo.

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