Olivier Hoslet / EPA

O ministro das Finanças, Mário Centeno

Mário Centeno deverá ser eleito, nesta segunda-feira, como presidente do Eurogrupo, o que é uma “boa notícia” para Portugal, mas nem tanto para a coligação de Governo. Quem o diz é Marques Mendes que considera que esta provável eleição vai trazer “amargos de boca” à geringonça.

No seu habitual espaço de comentário na SIC, Marques Mendes comentou a provável eleição de Mário Centeno para a presidência do Eurogrupo. O ministro das Finanças de Portugal está apontado como favorito, contando com o apoio dos Socialistas Europeus.

Ora, se a eleição de Centeno para a liderança do Eurogrupo se confirmar, nesta segunda-feira à tarde, é uma “boa notícia” para Portugal, considera Marques Mendes na SIC, porque “dá prestígio” ao país, constata.

“Há 3 anos éramos um país sob resgate, três anos depois, presidimos ao Eurogrupo, é prestigiante”, salienta o antigo líder do PSD, notando, ainda, que vai dar a Portugal “algum poder de intervenção”.

Mas, por outro lado, esta possível eleição vai trazer alguns “amargos de boca” à coligação de Governo, alerta Marques Mendes. “É mais um atrito dentro da coligação”, diz.

“Os parceiros da geringonça, PCP e Bloco de Esquerda, não acham graça a esta mudança”, pois, sendo “contra a política do Euro”, isto significa que Centeno se passou para dentro do “inimigo””, aponta o comentador da SIC.

Certo também é que a possível eleição de Centeno para a presidência do Eurogrupo, é “uma vitória pessoal” do ministro das Finanças e “uma valorização do seu estatuto, um reconhecimento do trabalho que tem realizado”, refere Marques Mendes.

E “para quem é adepto em Portugal de contas públicas em ordem, esta é também uma boa notícia”, pois “com Centeno a presidir ao Eurogrupo, Portugal tem de dar o exemplo de disciplina orçamental”, constata ainda, concluindo que será um sinal de “menos aventuras financeiras”.

Também possibilitará a Portugal “uma voz mais activa na definição do futuro modelo de reforma” da Zona Euro, que é “uma das próximas prioridades da União Europeia”, conclui o ex-líder do PSD.

No seu habitual espaço de comentário na SIC, Marques Mendes abordou também a polémica da taxa sobre as energias renováveis, sublinhando que o Governo “meteu o pé na argola” porque “deu o dito pelo não dito”.

“Votou a favor num dia e votou contra três dias depois”, realça, constatando que não foi “leal”, nem deu “uma explicação clara e transparente sobre a mudança de posição”.

Todavia, Marques Mendes critica a proposta do Bloco de Esquerda, considerando que desencadearia pedidos de indemnização ao Estado por parte de investidores e que jogaria contra o investimento estrangeiro no nosso país.

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