Paulo Vaz Henriques / Portugal.gov.pt

O ministro das Finanças, Mário Centeno

O ministro das Finanças garantiu esta manhã que não haverá aumento de impostos diretos em 2017. O mesmo não aconteceu quando se falou dos indiretos.

Mário Centeno admitiu esta quarta-feira, no Parlamento, que haverá a possibilidade do Governo contemplar uma subida dos impostos indiretos, escreve o Jornal de Negócios.

O ministro das Finanças falava com os deputados à margem do Orçamento do Estado para o próximo ano, garantindo, porém, que não haverá aumento dos impostos diretos.

“Vamos ter uma descida da carga fiscal em 2017”, assegurou o governante na Assembleia.

“As alterações fiscais a adotar no Orçamento do Estado para 2017 terão o mesmo padrão do Orçamento do Estado para 2016”, explicou Centeno.

Ou seja, “para reduzir o nível de impostos diretos terá de haver um balanceamento entre impostos diretos e impostos indiretos“, acrescentou.

No OE deste ano, o Governo conseguiu baixar os impostos sobre o rendimento das famílias, nomeadamente a sobretaxa de IRS, e ainda o IVA da restauração (de 23% para 13%).

No entanto, para isso acontecer, a carga fiscal aumentou em produtos como os combustíveis, o tabaco ou os veículos automóveis.

ZAP