(cv) Guimarães Digital
Multidão no centro de Guimarães durante a manhã de domingo
Foram muitos os nicolinos que se juntaram, na manhã deste domingo, no Centro Histórico de Guimarães. O típico cortejo do Pinheiro deveria ter-se realizado ontem à noite mas devido às restrições aplicadas no âmbito do combate à pandemia foi cancelado. Ainda assim a festa fez-se na mesma de manhã.
Por volta das 9 horas da manhã, os elementos da Comissão de Festas Nicolinas juntaram-se no Largo da Oliveira, em Guimarães para festejar uma tradição da cidade. Em menos de três horas, o número de nicolinos multiplicou-se e chegou às centenas, o que acabou por causar uma multidão de pessoas.
A festa fez-se ao longo da manhã sob a observação atenta das autoridades, apesar da PSP pedir um “comportamento cívico e responsável” e a câmara apelar às pessoas para celebrarem nas “janelas e varandas de casa”. Contudo, a aglomeração de pessoas foi inevitável e alguns estavam sem máscara.
Depois do ajuntamento no centro na cidade, a PSP de Braga voltou a apelar para que as Festas Nicolinas fossem celebradas em casa.
“Apelamos a todos os cidadãos que adotem um comportamento cívico e responsável, e que, de acordo com o aconselhado pela organização, este ano as Festas Nicolinas sejam celebradas em casa”, apelou o Comando Distrital da PSP de Braga, que, “a meio da manhã”, verificou “uma concentração anormal de pessoas nas imediações do centro histórico de Guimarães, com os habituais bombos e trajes nicolinos”.
As Nicolinas, são as festas associadas ao culto de São Nicolau que são organizadas por estudantes vimaranenses do ensino secundário e se desenrolam ao longo de cerca de uma semana, mas têm habitualmente na noite de domingo o seu ponto alto com o cortejo do Pinheiro, que leva às ruas milhares de pessoas a tocar caixas e bombos.
Este ano, devido à pandemia da covid-19, as festas decorrem de forma diferente da habitual e sem o tradicional cortejo.
Guimarães é um dos concelhos do país mais afetado pela covid-19. Entre terça-feira e quinta-feira, em apenas três dias, o número de mortes por covid-19 em Guimarães quase duplicou, passando de 52 para 98. Na quinta-feira, existiam 2465 casos ativos no concelho.
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O povo és estúpido, não há nada a fazer. Se têm que morrer, então, que morram|