Sgt. Ken Scar (U.S. Armed Forces) / wikimedia
Meninas numa escola no Afeganistão
Cerca de 700 raparigas foram envenenadas nas escolas do Afeganistão, nos últimos dias, uma vaga que é vista como uma forma de intimidação contra a educação das mulheres. Os talibãs já negaram o envolvimento no caso.
Os colégios femininos da província de Herat, no Afeganistão, estão em alerta máximo face aos envenenamentos que começaram há cerca de 10 dias.
Nesta semana já foram hospitalizadas mais 25 meninas no distrito de Guzara com problemas respiratórios que começaram quando elas chegaram à escola, conforme reporta a agência de notícias afegã Khaama Press.
No total, já cerca de 700 raparigas, com idades entre os oito e os 17 anos, de escolas diferentes foram envenenadas, de acordo com a mesma fonte.
As autoridades estão a investigar os incidentes e, para já, não há responsáveis identificados.
Os talibãs, que no passado protagonizaram incidentes deste tipo, já vieram negar quaisquer culpas pelos incidentes.
Os relatos dos locais falam na existência de fumos estranhos, suspeitando-se que esteja em causa algum gás tóxico.
No Afeganistão, os ataques a raparigas que frequentam as escolas são muito habituais. Ainda em Julho passado, um homem atirou ácido para a cara de três estudantes que contaram às autoridades que o agressor lhes disse que era “o castigo por irem à escola“.
ZAP
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