Paulo Novais / Lusa

Francisco Rodrigues dos Santos disse, esta quarta-feira, que os “partidos à direita do PS” devem ter as mesmas ferramentas que a geringonça. Por esse motivo, não descarta coligações com o Chega.

Numa entrevista à TSF, o líder do CDS-PP não descartou coligações com o Chega, desde que o partido deixe de fora discursos de “ódio” e “populistas” e não choque com os princípios centristas. “Depende do caderno de encargos, depende das nossas linhas vermelhas, depende das políticas concretas a avaliar localmente.”

Francisco Rodrigues dos Santos considera que os partidos à direita do PS “devem ter as mesmas ferramentas que o PS tem com os partidos à sua esquerda”, admitindo, por isso, “uma plataforma de entendimento programática” à direita, desde que não sejam desrespeitadas “linhas vermelhas”.

Na mesma entrevista, o líder centrista admitiu que jamais aceitaria, nesse programa, prisão perpétua ou planos de confinamento para ciganos.

Sobre as eleições presidenciais, Francisco Rodrigues dos Santos disse estar à espera “que haja uma clarificação de cenários“: “Quero saber, em primeiro lugar, se Marcelo Rebelo de Sousa é ou não recandidato”.

“As eleições presidenciais pressupõe uma declaração individual que não depende dos partidos. Foi o candidato que o CDS emitiu um apoio de indicação de voto, foi a formulação adotada há quase cinco anos atrás, e, portanto, gostaríamos que os candidatos se apresentassem e depois reunir o órgão máximo do partido entre congressos para tomar uma decisão depois desta clarificação de cenário que, neste momento, é bastante prematura”, justificou.

Sobre Adolfo Mesquita Nunes, o líder do CDS-PP não quis dizer se seria ou não um bom candidato à Presidência da República. “Só são bons candidatos os que querem ser candidatos. Portanto, até saber se quer ser, não poderei sequer formular um juízo, porque declaração dependerá dele próprio”, disse.

Confrontado com as sondagens, que continuam a apontar para uma queda acentuada do CDS-PP, Francisco Rodrigues dos Santos respondeu que “há sondagens para todos os gostos, como os fatos à medida” e sublinhou que “nem todas dão o CDS a descer“.

“Vamos trabalhar com humildade para merecer a confiança dos portugueses em urnas. É aí que nós gostamos de medir forças, é no dia das eleições poder somar mais votos do que os partidos que são nossos concorrentes ou adversários”, acrescentou o político.

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