Mário Cruz / Lusa

A presidente do CDS-PP, Assunção Cristas, fala aos jornalistas à chegada para o IX Encontro Cristão, na Igreja São Miguel, em Sintra, 26 de janeiro de 2019. MÁRIO CRUZ/LUSA

O CDS vai apresentar uma moção de censura contra o Governo, adianta o Expresso, notando que o anúncio oficial da decisão será feito durante esta sexta-feira à tarde.

A posição do CDS surge como forma de censurar o Governo, mas também visa “obrigar PSD e restantes partidos a clarificarem as suas posições em ano eleitoral”, destaca o semanário.

A Comissão Executiva do CDS estará a ultimar o texto final da moção de censura que deverá dar entrada na Assembleia da República na próxima semana.

Os populares vão apresentar um “cartão vermelho” ao Governo numa altura em que se vive um momento muito conturbado socialmente, nomeadamente com uma greve da Função Pública com grande adesão e com a tensão sem fim à vista entre o Executivo e os enfermeiros.

O CDS deverá aproveitar este cenário difícil para “fazer um balanço de tudo o que corre mal ao Executivo de António Costa”, frisa o Expresso, notando que se focará especialmente na “degradação do Serviço Nacional de Saúde

“.

A moção de censura tem poucas hipóteses de passar no Parlamento e servirá, essencialmente, para o CDS vincar a sua oposição, demarcando-se também da estratégia mais passiva do PSD de Rui Rio.

Falta saber como é que os sociais-democratas se vão posicionar no debate da moção de censura, se à direita, ao lado do CDS, ou se manterão uma postura mais ao centro, votando contra ou até abstendo-se.

Em Outubro de 2017, quando o CDS apresentou outra moção de censura contra o Executivo de Costa, no seguimento dos incêndios que mataram várias pessoas, o PSD votou ao lado dos populares. A moção acabou por ser chumbada pela maioria de esquerda. E prevê-se que seja esse o desfecho desta nova moção.

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