A ministra da Cultura, Graça Fonseca
No dia em que o orçamento para a Cultura é debatido no Parlamento, a polémica em relação à tauromaquia parece não ter fim.
Esta terça-feira, Graça Fonseca vai à Comissão Parlamentar de Cultura, Comunicação, Juventude e Desporto, mas nem no dia em que o orçamento para a Cultura é debatido no Parlamento, a polémica em relação à tauromaquia parece ter fim à vista.
O CDS voltou a manifestar o seu desagrado em relação à não redução do IVA de 13 para 6% no que diz respeito ao preço de bilhetes para touradas. Além disso, segundo o Observador, o partido foi ainda mais longe e afirmou que o Governo quer “fazer passar pela porta do cavalo” o início da campanha para o fim da tauromaquia.
O Público
avança esta terça-feira que no novo Orçamento de Estado está prevista esta redução do Imposto sobre o Valor Acrescentado em apenas alguns ingressos referentes a eventos culturais. Mas a dúvida surge quando se tenta entender como são escolhidos os tidos de espetáculo que são abrangidos pela redução fiscal.As touradas fazem parte do leque de eventos excluídos desta redução. Para o CDS, esta é uma “atitude discriminatória“, que dá aso a uma “ditadura de mau gosto” e viola a Constituição.
Ao matutino, Vânia Dias da Silva, deputada centrista, disse que o CDS irá continuar a insistir que “a ministra está a tentar impor uma ditadura do gosto” e que “quer o fim das touradas”. Por sua vez, e em jeito de contra-posta, o partido de Assunção Cristas, pretende ver a redução de IVA a ser aplicada a todos os espetáculos “e não apenas a alguns”.
Para o CDS, esta é uma forma de “acabar com as touradas por uma questão de gosto” que “viola a Constituição, que é clara na defesa de dos espetáculos tradicionais”.
“A ministra está a tentar passar o fim da tauromaquia pela porta do cavalo. A ministra está a ter uma atitude discriminatória que viola os princípios constitucionais e o CDS não vai permitir que isso aconteça”, acrescentou a deputada Vânia Dias da Silva.
PSD quer mais explicações
José Carlos Barros, deputado social-democrata, disse ao mesmo jornal que, por enquanto, o PSD só quer “aguardar para ver como evolui a proposta do Governo”.
O partido de Rui Rio entende que as reduções de IVA devem abranger todos os tipos de espetáculo e não só alguns. Os sociais democratas vão, inclusivamente, apresentar uma proposta para a redução dos 13 para os 6% em todos os eventos culturais, mas esperam “mais explicações da ministra“.
“A discussão orçamental ainda está no princípio, a própria ministra admitiu que pode fazer alterações, mas a forma como as coisas foram apresentadas parece um embuste, porque anuncia a baixa de imposto para espetáculos, mas depois deixa alguns de fora”, afirmou o deputado.
IVA a 23%, defende Mortágua
À TSF, Mariana Mortágua, deputada bloquista, afirma que o seu partido quer ir mais além da proposta da nova ministra da Cultura, defendendo assim que o IVA aplicado às touradas seja de 23%, já que o partido “não considera as touradas como um espetáculo cultural”, mas sim “tortura”.
“Ninguém perguntou infelizmente aos animais que estão a ser torturados em praça pública se queriam ou não ali estar”, concluiu.
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Eu costumava votar no cds mas agora por causa da s touradas vou votar no BE