Tiago Petinga / Lusa
O líder do CDS/PP, Francisco Rodrigues dos Santos
Embora Francisco Rodrigues dos Santos tenha criticado a presença de António Costa na comissão de honra de Luís Filipe Vieira, o próprio CDS também tem dois membros partidários com ligações ao presidente benfiquista.
Através das redes sociais, Francisco Rodrigues dos Santos criticou António Costa por integrar a comissão de honra da recandidatura de Luís Filipe Vieira à presidência do SL Benfica. São exemplos como este que dão “oxigénio à fogueira que vai queimando a confiança no Estado de Direito Democrático”, escreveu o líder do CDS.
“Quando decidi candidatar-me à presidência do CDS PP, demiti-me de todas as funções que ocupava no meu clube”, lê-se na publicação.
Todavia, quando Francisco Rodrigues dos Santos era vogal da direção do Sporting CP, acumulava esse cargo com o de líder da Juventude Popular, de membro da comissão política do CDS e candidato a deputado.
“São precisamente os deveres éticos e morais, que encaro como tão ou mais relevantes do que a letra da lei, que devem orientar a decisão de não associação direta de um Primeiro Ministro — ou de qualquer outro político com papel de relevo na nossa democracia – a um presidente de um clube de futebol. Sobretudo, o presidente que apoia ficou a dever 225 M€, que foram pagos com o dinheiro de todos nós. Sem que isso motivasse qualquer auditoria para perceber porque é que a dívida não foi paga”, lê-se ainda.
O que ‘Chicão’ não considerou é que há também dois políticos dos democratas-cristãos com ligações ao presidente benfiquista. Telmo Correia, líder parlamentar do partido, também faz parte da comissão de honra. E Sílvio Cervan, vice-presidente do CDS, é também suplente de vice do emblema da Luz, escreve o Expresso.
“Se nessa comissão de honra estou eu e o António Costa, só demonstra que o António Costa tem razão: isto não tem nada a ver com política, porque se tivesse a ver com política era impensável eu e o António Costa, que nos conhecemos desde a faculdade e até antes disso, estarmos juntos”, disse Telmo Correia em sua defesa, em declarações à Antena 1.
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São governantes? Governam o País? É que o outro, quer eu tenha votado nele ou não, é o 1.º ministro do meu País. Não foi o próprio a afirmar que nem à mesa de um café o deixa de ser, ou só se aplicava aos ministros, especificamente, ao João Soares? Se alguém o encontrar à mesa de um café vai perguntar-lhe se está ali na qualidade de 1.º ministro ou de cidadão para saber como o deve tratar? Para saber se pode dizer "Porreiro, pá!" ou "Muito bem, Sr. Primeiro Ministro"?