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O presidente da República, Aníbal Cavaco Silva

A indigitação de António Costa como primeiro-ministro parece ser o único caminho que Cavaco Silva tem pela frente, mas não é exactamente assim, e o Presidente da República estará a ponderar não indigitar o governo socialista.

SIC Notícias cita “várias fontes” para realçar que Cavaco Silva “tem muitas dúvidas sobre a viabilidade dos entendimentos feitos pelo PS com os partidos de esquerda”.

De acordo com esta estação, o Presidente da República poderá “exigir um tipo de acordo diferente e muito mais aprofundado”.

Cavaco Silva prossegue esta sexta-feira as reuniões com os parceiros sociais, antes de tomar uma decisão final.

Nos encontros que já manteve “fez perguntas sobre a possibilidade de manter um governo de gestão até ao Verão”, apurou a SIC Notícias.

O Presidente da República terá dúvidas quanto aos reais efeitos do programa de governo socialista no crescimento da economia e ainda receios relativamente às leis laborais.

Cavaco Silva, que já sondou os patrões, vai falar esta sexta-feira com a Arménio Carlos, da CGTP, e com Carlos Silva, da UGT. Tem ainda agendada uma audição com o presidente do Conselho Económico e Social, Luís Filipe Pereira, e com elementos da Associação de Empresas Familiares.

No início da próxima semana, o Presidente da República vai de visita à Madeira e, no regresso, pretende ouvir mais individualidades.

Depois será ainda necessário auscultar os partidos com lugar no Parlamento.

Assim, na melhor das hipóteses, só no final da próxima semana é que haverá uma decisão.

Pela frente, Cavaco Silva tem a possibilidade de indigitar António Costa, de manter Passos Coelho num governo de gestão ou de optar por um governo de iniciativa presidencial.

Petição contra governo do PS com apoio de BE e PCP

Para mais de 30 mil portugueses, é certo que o Presidente não deve dar posse a um governo socialista com o apoio de Bloco de Esquerda e PCP.

É esse o número de pessoas que já assinou uma petição que visa “não permitir um Governo do Partido Socialista com apoio de partidos extremistas (PCP e BE)”, conforme se pode ler no texto publicado no site Petição Pública.

Os autores da petição ainda evidenciam a “sede de poder incomensurável” de António Costa que “até se coliga com partidos da extrema esquerda para atingir o seu objectivo de ser primeiro-ministro esquecendo-se dos interesses de Portugal”.

No mesmo texto nota-se que só um governo de gestão ou de iniciativa presidencial “poderá manter o nosso país credível na Europa e no Mundo” e que só esse caminho será “justo para os portugueses que exerceram o seu direito de voto no dia 4 de Outubro”.

ZAP