José Sena Goulão / Lusa

O presidente da República, Aníbal Cavaco Silva

Cavaco Silva tem mantido o silêncio público, desde que saiu da Presidência da República, mas no último Conselho de Estado, o ex-Presidente recusou alinhar com as críticas às sanções da União Europeia a Portugal, lembrando os compromissos europeus assumidos.

Marcelo Rebelo de Sousa reuniu os conselheiros de Estado na segunda-feira, 11 de Julho, para discutir o tema das sanções a Portugal.

No entanto, Cavaco Silva estragou a unanimidade geral contra o castigo europeu ao nosso país, relata o Público, notando que foi “um balde de água fria”.

O ex-Presidente da República nunca terá mencionado directamente as sanções, mas terá lembrado os compromissos europeus assumidos por Portugal, no âmbito do Tratado Orçamental e dos Programas de estabilidade, que obrigam os países da zona Euro a respeitar os limites do défice.

A postura de Cavaco terá sido interpretada pelos restantes conselheiros como “uma legitimação das sanções que venham a ser aplicadas”, acrescenta o jornal, frisando que a posição do economista foi “a mais crítica” relativamente ao governo.

Os ministros das Finanças da zona Euro já confirmaram a aplicação de sanções a Portugal e a Espanha, só falta saber quais serão.

Na reacção do governo português, Mário Centeno garantiu que não há plano B, enquanto em Espanha já se apresentaram medidas adicionais, enquanto se tenta “provar” às autoridades de Bruxelas que o caso espanhol é muito diferente do português.

ZAP