Miguel A. Lopes / Lusa
O líder do PS; António Costa
O Presidente da República indicou esta terça-feira o secretário-geral do PS, António Costa, para primeiro-ministro, indica uma nota da Presidência da República.
“O Presidente da República de República decidiu, ouvidos os partidos políticos com representação parlamentar, indicar o Dr. António Costa para primeiro-ministro“, lê-se na nota publicada no site da Presidência da República.
O secretário-geral do PS, António Costa, esteve hoje cerca de uma hora reunido com o Presidente da República, saindo do Palácio de Belém sem prestar declarações à comunicação social.
Na nota, divulgada minutos depois de António Costa ter saído de Belém, é ainda referido que a continuação em funções do XX Governo Constitucional, liderado por Pedro Passos Coelho, em gestão “não corresponderia ao interesse nacional“.
Eis a nota de Cavaco Silva na íntegra:
As informações recolhidas nas reuniões com os parceiros sociais e instituições e personalidades da sociedade civil confirmaram que a continuação em funções do XX Governo Constitucional, limitado à prática dos atos necessários para assegurar a gestão dos negócios públicos, não corresponderia ao interesse nacional.
Tal situação prolongar-se-ia por tempo indefinido, dada a impossibilidade, ditada pela Constituição, de proceder, até ao mês de abril do próximo ano, à dissolução da Assembleia da República e à convocação de eleições legislativas.
O Presidente da República tomou devida nota da resposta do Secretário-Geral do Partido Socialista às dúvidas suscitadas pelos documentos subscritos com o Bloco de Esquerda, o Partido Comunista Português e o Partido Ecologista “Os Verdes” quanto à estabilidade e durabilidade de um governo minoritário do Partido Socialista, no horizonte temporal da legislatura.
Assim, o Presidente da República decidiu, ouvidos os partidos políticos com representação parlamentar, indicar o Dr. António Costa para Primeiro-Ministro.
Ministros para as principais pastas
Entretanto, já se conhece alguns dos nomes que serão apontados por Costa para as principais pastas.
De acordo com o Expresso, Mário Centeno, dado como indiscutível na pasta das Finanças, deve levar consigo para a secretaria de Estado das Finanças ou do Orçamento o seu braço-direito, Ricardo Felix Mourinho.
Manuel Caldeira Cabral, académico da Universidade do Minho que também integrou o grupo de economistas que redigiu o cenário macroeconómico e encabeçou a lista de deputados por Braga, é tido como certo na pasta da Economia.
Augusto Santos Silva – que já ocupou as pastas da Educação e a Cultura, com António Guterres, e dos Assuntos Parlamentares e Defesa com José Sócrates – deverá ser o ministro dos Negócios Estrangeiros.
Já de acordo com o Diário Económico, Adalberto Campos Fernandes, antigo presidente do Hospital de Sta. Maria, deverá ocupar a pasta da Saúde.
Os nomes confirmados pela TSF e a SIC são:
- Ministro das Finanças – Mário Centeno
- Ministro Adjunto – Eduardo Cabrita
- Ministro dos Negócios Estrangeiros – Augusto Santos Silva
- Ministra da Presidência e da Modernização Administrativa – Maria Manuel Leitão Marques
- Ministra da Justiça – Francisca Van Dunem
- Ministra da Administração Interna – Constança Urbano de Sousa
- Ministro da Defesa – Azeredo Lopes
- Ministro do Planeamento e Infraestruturas – Pedro Marques
- Ministro da Economia – Manuel Caldeira Cabral
- Ministro da Trabalho, Solidariedade e Segurança Social – José António Vieira da Silva
- Ministro da Saúde – Adalberto Campos Fernandes
A juntar a estes nomes, Diário de Notícias também avança outras hipóteses como, por exemplo, Tiago Brandão Rodrigues, investigador em Cambridge nos últimos cinco anos, para ministro da Educação, Manuel Heitor como ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior e João Pedro Matos Fernandes como ministro do Ambiente.
A ocupar outras pastas, o mesmo jornal fala em Capoulas Santos para ministro da Agricultura, Ana Paula Vitorino como ministra do Mar e João Soares a ocupar a pasta da Cultura.
A pasta da Cultura parece ser ainda uma grande incerteza, já que o Expresso dá também como hipóteses Gabriela Canavilhas e Inês de Medeiros.
ZAP / Lusa
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