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Muhammad Ali, então Cassius Clay, aplica uma esquerda a Charles “Sonny” Liston, 25 de Fevereiro de 1964

O mundo está convidado para o funeral de Muhammad Ali na sua cidade natal, na sexta-feira, onde a vida da lenda do boxe será celebrada com um cortejo público e uma cerimónia de homenagem, anunciou um porta-voz da família.

Três vezes campeão mundial de pesos pesados e activista pelos direitos humanos que se tornou uma figura icónica do século XX, Muhammad Ali morreu esta sexta-feira, na sequência de problemas de saúde agravados por uma longa batalha contra a doença de Parkinson.

A causa oficial da morte foi um choque séptico devido a causas naturais não especificadas.

O choque séptico ocorre quando a pressão sanguínea cai para níveis muito baixos devido a uma infecção, sendo frequente ocorrer em pessoas com o sistema imunológico debilitado.

O lutador tinha dado entrada num hospital do Arizona no início da semana, devido a leves problemas respiratórios.

Na altura em que foi internado, o seu estado não inspirava cuidados e foi anunciado que o ex-pugilista deveria deixar o hospital em poucos dias.

No entanto, o diagnóstico inicial não se confirmou, e o estado de saúde do ex-pugilista norte-americano piorou.

Na sexta-feira, aos 74 anos, o maior pugilista de todos os tempos perdeu o seu último combate e deixou definitivamente o ringue da vida.

Os nossos corações estão verdadeiramente feridos. Mas estamos felizes por o papá estar livre agora”, escreveu no Twiter a filha do lendário pugilista, Hana Ali.

Líderes políticos, figuras desportivas, celebridades e admiradores em todo o mundo pararam para lembrar “O Maior”, cuja carreira se estendeu por três décadas.

Este domingo, familiares de Ali vão acompanhar o corpo de Scottsdale, Arizona, para Louisville, a cidade onde nasceu no Estado de Kentucky.

Após um funeral familiar privado na sexta-feira, o caixão de Ali vai ser transportado pelas ruas de Louisville na sexta-feira, antes de uma cerimónia pública numa arena, com o ex-Presidente Bill Clinton entre as celebridades esperadas para prestarem tributo.

O cortejo foi organizado para “permitir a todos que se despeçam“, disse aos jornalistas o porta-voz da família, Bob Gunnell.

Louisville colocou as bandeiras a meia haste em sua honra, enquanto os fãs rodeiam a modesta casa da infância do boxeur, agora um museu.

ZAP / Lusa