Catarina Martins assume que as pastas das Finanças e do Trabalho são as que gostaria de liderar se integrasse num futuro governo. São também essas as áreas prioritárias nas negociações do OE2018.

Para já, o Bloco de Esquerda está focado em impedir que o PS consiga a maioria absoluta em 2019. A hipótese de novos entendimentos e do prolongamento da geringonça não é posta de parte.

Se integrasse um futuro governo, as pastas que Catarina Martins, líder do Bloco, gostaria mesmo de ocupar “seriam a das Finanças e a do Trabalho“, como a própria fez saber em entrevista à TSF.

São, aliás, essas duas áreas as que estão a dar mais trabalho nas negociações com o Governo para o orçamento de Estado de 2018. O alívio fiscal nos escalões de IRS e as reformas das longas carreiras contributivas são temas que ainda não estão fechados, avança a rádio.

As declarações de Catarina Martins sobre um possível novo entendimento com o PS surgem depois de a líder do Bloco ter dito que a Geringonça não se voltaria a repetir. Mas agora o partido mantém a porta aberta a entendimentos que continuem a “política de de devolução de rendimentos” e em função da relação de forças que resultar das próximas eleições.

O próprio Pedro Nuno Santos, secretário de Estado dos Assuntos Parlamentares, não vê qualquer objeção a Catarina Martins integrar uma futura equipa governativa, como avançou ao Expresso.

Na opinião do secretário de Estado, a “solução” – como chama ao acordo entre PS, PCP, BE e Os Verdes, conhecida como Geringonça – de Governo encontrada “não tem nada de frágil, nem de precário. É sólida, estável, diferente do que estávamos habituados, mas para melhor”.

Por isso, o socialista acredita que o acordo que sustenta o Governo é para manter.

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