Manuel de Almeida / Lusa
O antigo diretor do SIED, Jorge Silva Pereira
O chamado “Caso das Secretas”, que tem como principal arguido Jorge Silva Carvalho, antigo diretor do Serviço de Informações Estratégicas de Defesa (SIED), vai a julgamento, decidiu esta sexta-feira o Tribunal de Instrução Criminal de Lisboa (TIC).
O caso teve origem em suspeitas de acesso ilegal à faturação detalhada do telefone do jornalista Nuno Simas e, além de Jorge Silva Carvalho, o Ministério Público (MP) tinha deduzido acusação contra o presidente da Ongoing, Nuno Vasconcellos e um funcionário do SIED, João Luís, por violação do segredo de Estado, corrupção e abuso de poder.
Hoje, a juíza de instrução criminal, além de pronunciar os três arguidos pelos mesmos crimes pelos quais estavam acusados, decidiu também levar a julgamento um agente do Serviço de Informações de Segurança (SIS), Nuno Dias
, e a sua companheira, ex-funcionária da Optimus, Filomena Teixeira por acesso ilegal de dados, acesso ilegal agravado e violação do segredo profissional – como tinha defendido Nuno Simas no requerimento de abertura de instrução – seguindo o processo para julgamento com cinco arguidos.Em março, o primeiro-ministro Pedro Passos Coelho, foi condenado pelo Supremo Tribunal Administrativo a readmitir o antigo dirigente das secretas.
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