“É tão absurdo como Marcelo Rebelo de Sousa concessionar o Palácio de Belém para um hotel de charme.” A crítica é do candidato do Bloco de Esquerda à Câmara Municipal de Lisboa, Ricardo Robles, sobre o facto de a residência oficial do presidente da autarquia estar destinada a alojamento local.

Durante uma acção de campanha, com vista às autárquicas do próximo dia 1 de Outubro, o candidato do Bloco de Esquerda criticou a atribuição da exploração de terrenos pertencentes à Câmara de Lisboa, em Monsanto, a privados.

Conforme reporta o Diário de Notícias, Ricardo Robles falou em particular do facto de a vivenda que constitui a residência oficial do presidente da Câmara de Lisboa, e onde moraram Pedro Santana Lopes e António Costa, quando presidiram à autarquia, estar destinada a alojamento local de curta-duração.

“É tão absurdo como Marcelo Rebelo de Sousa concessionar o Palácio de Belém para um hotel de charme”, lamenta Robles, realçando que “não há nenhuma regra

para Fernando Medina” no capítulo do turismo.

O candidato do Bloco refere que está em causa uma “concessão por 30 anos por 2600 euros/mês, 1000 euros nos primeiros três anos”, relativamente a um terreno com 53 mil metros quadrados que inclui um solar do século XVIII, várias construções que serão transformadas num hostel com 120 camas e a residência oficial do presidente da Câmara de Lisboa.

Um negócio “lesivo para a cidade” em que “nada bate certo”, acusa Robles, frisando que a concessão vai ser paga por valores inferiores ao que se paga por “um T2 no centro de Lisboa”.

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