(dr) CM Tabuaço

Secretária de Estado da Justiça, Helena Mesquita Ribeiro, na reabertura do Tribunal de Tabuaço.

A casa atribuída à secretária de Estado da Justiça, Helena Mesquita Ribeiro, está envolvida numa polémica porque uma juíza alega que a governante não tem direito àquela residência.

O caso é relatado pelo jornal Público, que nota que está em causa uma casa no centro de Cascais, junto ao mercado municipal e muito próximo do Tribunal local. Uma juíza que exerce neste Tribunal argumenta que a atribuição daquela residência à secretária de Estado da Justiça é ilegal

porque a habitação se destina apenas a acolher magistrados.

A residência foi atribuída a Helena Mesquita Ribeiro pelo Instituto de Gestão Financeira e Equipamentos da Justiça que está sob a tutela da secretária de Estado.

De acordo com a juíza que contesta a decisão, está em causa uma atribuição “ilegal” que “viola o princípio da transparência”, conforme destaca o Público.

A magistrada defende que a casa sempre foi habitada por juízes da comarca de Cascais e que estes devem ser os únicos a ter direito à residência.

Mas o Ministério da Justiça diz que não há casas especificamente destinadas a magistrados, mas simplesmente imóveis que servem para responder às “necessidades” da tutela.

O Público relata que a secretária de Estado da Justiça habita a casa desde 1 de Julho de 2016, depois de o anterior inquilino, um juiz, ter falecido em Abril desse ano.

A juíza que contesta a atribuição da residência terá requerido a habitação somente em Agosto de 2016, tendo o seu pedido sido formalmente rejeitado a 25 de Outubro.

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