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Os cartazes promocionais do Partido Socialista dão que falar. As escolhas feitas pelo criativo Edson Athayde, um especialista em marketing, estão a ser alvo de chacota nas redes sociais e muito criticadas até por elementos ligados ao PS.

Os novos outdoors dos socialistas têm como linha orientadora o lema “Não brinquem com os números, respeitem as pessoas“.

No entanto, num deles destaca-se o caso de uma desempregada que está sem trabalho há cinco anos – ou seja, perdeu o emprego durante o governo de José Sócrates.

Nas redes sociais já há quem pergunte, em tom de graça, se terá sido boa ideia o “PS falido” “pedir ao PSD para pagar os cartazes da campanha eleitoral”.

Antes deste cartaz em torno dos números do desemprego, já tinha dado que falar o outdoor com o lema “É Tempo de Confiança“, com muitos a considerarem que era “demasiado evangélico”.

Noticiou-se que o que os cartazes teriam sido retirados, por ordem de António Costa, que duvidaria da sua eficácia, mas o partido não confirmou esta ideia.

Todavia, há elementos ligados ao PS que não se inibem de assumir uma perspectiva crítica relativamente aos cartazes, como foi o caso de António Vitorino

que, em declarações no seu espaço de comentário na SIC Notícias, assumiu duvidar “muito da eficácia” dos outdoors.
Cartaz original do PS desenvolvido por Edson Athayde
Cartaz do PS com José Socrates
Cartaz com António José Seguro
Cartaz "PS evangélico"

Entretanto, vários órgãos de informação têm noticiado que o conceituado publicitário Edson Athayde, a cabeça por trás da estratégia promocional do PS, está em maus lençóis e pode vir a ser despedido.

O brasileiro já ganhou vários prémios de publicidade, nomeadamente Leões de Ouro em Cannes, e já trabalhou com o PS em outras campanhas eleitorais, tendo sido o responsável pela campanha eleitoral que levou António Guterres à vitória nas legislativas em 1995.

SV, ZAP

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